A eficiência da política antidrogas brasileira
Enviada em 15/10/2019
Realidade distante
Uma das premissas mais enfatizadas pelo Acordo de Paz, da Grécia Antiga, foi a esperança de um futuro no qual a harmonia coletiva, entre os indivíduos, seria uma realidade consolidada. No entanto, a ineficácia e de políticas públicas brasileiras, contrárias ao tráfico e uso de drogas, expõe a fragilidade de agentes sociais no cumprimento de valores milenários. Com efeito, o combate à problemática pressupõe a reafirmação de valores essenciais em uma democracia, a saber, normas morais.
A princípio, é fundamental associar a crescente participação de drogas, no cenário brasileiro, a uma das conseqüências da deficiência educacional do país. Nesse sentido, Paulo Freire afirma que as escolas detêm a função social de moldar indivíduos e prepará-los à convivência em um ambiente marcado pelo equilíbrio ético. Contudo, o protagonismo de substâncias químicas ilícitas, na modernidade, torna visível a ineficácia do atual modelo pedagógico, no tocante a debates preventivos. Assim, adoção de um país, no qual as drogas sejam combatidas, requer a reafirmação de uma medida indispensável: a orientação educacional.
Ademais, a persistência do uso de drogas, no Brasil, demonstra a omissão do Poder Público na construção de medidas preventivas. Sobre isso, a adoção do modelo econômico neoliberal prioriza, de forma evidente, mecanismos financeiros em detrimento de ações sociais, como o combate às drogas. Com isso, tal contexto de negligência administrativa auxilia para a permanência das das substâncias ilegais como um entrave consolidado no Brasil. Dessa forma, enquanto a indiferença de membros estatais for regra, o progresso de um país, marcado pela integridade social, será exceção.
Depreende-se, portanto, essencial a adoção de medidas que priorizem o combate às drogas no Brasil. Logo, compete ao Ministério Público influenciar, por meio de investimentos, os demais poderes estatais a cumprirem a mesma função contrária às drogas. Assim, esse agente deve induzir o Ministério da Educação a implementar, na Base Nacional Comum Curricular (BNCC), a adoção de aulas intedisciplinares abertas a toda a sociedade, em espaços públicos, afim de demonstrar os efeitos negativos das drogas e a necessidade de combate a essa mazela. Dessa forma, seria construído um país pautado pela integridade ética e, desse modo, as premissas da Grécia Antiga deixariam de ser uma realidade distante.