A eficiência da política antidrogas brasileira

Enviada em 28/09/2019

Recentemente foi divulgado na mídia o caso Agatha, uma menina de oito anos que foi brutalmente assassinada por um tiro de fuzil durante uma operação de combate ao crime de tráfico no Rio de Janeiro. Esse caso emblemático, juntamente com outros semelhantes, demonstra o fracasso do estado na luta contra as drogas e a sua ineficiente política para combatê-las.

Nesse sentido, cabe ressaltar que: segundo dados do ministério da justiça, 30% da população carcerária  brasileira é composta por traficantes, isso evidencia uma metodologia legal baseada, principalmente, no encarceramento. Embora se prenda muito no Brasil, esta estratégia não mostrou idoneidade na resolução do problema, uma vez que, mesmo possuindo uma legislação dura e um grande numero de detentos, ainda assim, a populaçao sofre danos irreparáveis diante dessa guerra, perdendo amigos, familiares e a própria vida.

Diante disso, é necessário modificar essa abordagem ineficaz. Visto que, usuários de drogas sempre vão existir, é importante discutir uma legalização do comércio de entorpecentes. De acordo com um principio liberal de Ludwig von Mises, o homem é livre para usar seu corpo como desejar, desde que, não agrida outra pessoa. Por isso, ele é ápto para decidir, sem interferência estatal, sobre o uso de drogas. Além disso, o poder público tem o mister de colher impostos sobre esse mercado, quando legal, podendo fazer uso deles nas comunidades carentes que, atualmente, sofrem tanto com a insistência governamental em coibir o tráfico.

Por fim, um trabalho de ressocialização  de presidiários é fundamental. É preciso resgatar um caráter inerente ao ser humano que foi perdido durante uma vida de crimes. Essa missão cabe ao sistema penitenciário, através de profissionais que possam ensinar aos atuais encarcerados que eles podem tornar-se empresários, dentro da legalidade. É assim que o país pode tornar eficaz a batalha antidrogas.