A eficiência da política antidrogas brasileira
Enviada em 10/09/2019
O uso de drogas não é uma invenção atual, drogas são usadas desde as primeiras civilizações por meio de raízes e plantas. Entretanto, a guerra antidrogas causam mais prejuízos do que os próprios princípios ativos de cada substância. Nesse sentido, esses desafios devem ser superados de imediato, para que uma sociedade integrada seja alcançada.
Inicialmente, vale ressaltar que uma droga ilícita ou lícita apenas se diferenciam pela determinação da lei. Conforme o legado da primeira revolução industrial com o fortalecimento do capitalismo, algumas drogas estimulantes foram legalizadas, como o cigarro legalizado e a cannabis ilegalizada, ou seja, a descriminalização das drogas não são baseadas pelos prejuízos na saúde. Logo, uma guerra antidrogas resultam em apenas violência, isso é, o Brasil é ineficiente com as políticas atuais, já que o principal vilão não são as drogas em si.
Além disso, classes sociais baixas e minorias são as mais afetadas. Segundo o Ministério da Justiça, em 2013 negros e pardos correspondem a pouco mais de 60% dos presos. Sob tal ótica, a guerra às drogas alimentou e continua a estimular o racismo no Brasil, isso é, policiais constrói um esteriótipo de traficante, e criminalizam e difamam grupos que não gostam: negros e pobres, sendo que brancos e ricos também são criminosos. Assim, é necessário construir novas políticas para vencer essa guerra.
Fica evidente, portanto, a necessidade de medidas para resolver esse impasse. Dessa forma, o Estado, deve descriminalizar o uso de drogas, por meio de abertura de centros de reabilitação, para que a população desconstrua a ideia que o uso de droga é crime, e não um grande problema de saúde psicológica. Ademais, cabe a Força Nacional de Segurança Pública desativar as operações repressivas na favelas, pois violência resulta apenas em mais violência, e a melhor alternativa é integrar ex-traficantes no mercado de trabalho, para que tenham novas oportunidades de vida. Assim, o Brasil se tornará eficiente.