A eficiência da política antidrogas brasileira

Enviada em 11/10/2019

A Islândia tornou-se um exemplo de eficiência nas políticas governamentais antidrogas. Por seu êxito, o método foi articulado e adaptado à outros países, dentre eles, a Finlândia; consistindo em sua essência, em medidas de prevenção. Desse modo, o país almejou seu intento; reduziu-se, drasticamente, o números de usuários e, ainda, melhorou-se a qualidade de vida. Em contrapartida, o Brasil investe e prioriza planos com enfoque nas consequências da problemática; resultando, assim, na ineficiência do combate às drogas.

Em primeiro plano, tendo em vista a lei contra as substâncias ilícitas, ressalta-se que há equívocos na distinção entre usuário e traficante. Nesse viés, evidencia-se que as apreensões ocorrem, em sua maioria, aos usuários, nos quais são  classificados como fornecedores. Com isso, penalidades indevidas, por conta da definição camuflam o progresso da Lei de Drogas. Consoante a isso, percebe-se que o tráfico persiste de forma acentuada e crescente desde 2006, ano da norma em vigor; com base no Monitor da Violência da Universidade Estadual de São Paulo (USP).

Acrescentado a isso, infere-se que a fiscalização de combate ao tráfico de drogas, é outra constante prejudicial. De fato, as políticas contra os entorpecentes, deveriam conter em seus objetivos, a vigilância incisiva nas fronteiras deste país com dimensões continentais, que é o Brasil. Segundo o portal de notícias G1, o primeiro semestre de 2019, houve a apreensão acima de  três bilhões de toneladas de drogas; inferindo, assim, na demanda urgente por reforços nesse setor.

Em suma, verifica-se a carência por modificações nas políticas ao combate às drogas. Sendo assim, o Ministério da Cidadania, em conjunto com o centro de inteligência da Polícia Federal, deve instalar um novo plano de fiscalização das fronteiras brasileiras. Logo, isso pode ser feito por meio do uso da tecnologia aérea - drone - e, além disso, com bases estratégicas nas áreas fluviais. Consequentemente, haverá uma redução do fluxo de drogas ilegais nas fronteiras e, também, no território brasileiro.