A educação como veículo de mudança na sociedade
Enviada em 28/08/2021
Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, visto que a educação não tem se mostrado um veículo de mudança na sociedade, pois apresenta barreiras as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto do negligênciamento de políticas públicas, quanto pelo lado dos docentes, que não têm buscado o conhecimento de modo aprofundado. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos a fim do pleno funcionamento da sociedade.
Sob esse viés, destaca-se que a educação tem encontrado dificuldades para proporcionar uma mudança positiva nos jovens, posto que há baixa atuação de setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que caibam tais recorrências. Segundo Thomas Hobbes, teórico político e autor da obra “Leviatã”, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população. Entretanto, isso não ocorre no Brasil, devido à falta de atuação das autoridades que, por sua vez, não disponibilizam os recursos necessários para promover um ensino que possa competir “de igual para igual” com os alunos de escolas particulares. Prova disso são estudos da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), afirmando que milhões de pessoas ainda não sabem ler e nem escrever. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.
Ademais, ressalta-se a displicência de parte dos docentes, que não buscam o conhecimento necessário, como promotor do problema. No contexto da Revolução Gloriosa de 1689, Isaac Newton, criador das três leis da dinâmica, define, na terceira lei, que cada ação gera uma reação. Assim, muitos discentes não têm conseguido alcançar seu objetivo de faculdade, por não terem um bom preparo educacional para pleitear uma vaga, caso esse que tem parcela dos professores. Bom exemplo são educadores que ao invés de seguir o conteúdo previsto na grade curricular, passam filmes em suas aulas. Tudo isso, retarda a resolução do empecilho e contribui para a perpetuação dessa conjuntura.
Assim, medidas holísticas são necessárias para conter o avanço da problemática. Destarte, com intuito de mitigar o problema, necessita-se que o Ministério da Educação – órgão criado em 1932, após a chegada de Getúlio Vargas ao poder – promova, juntamente com o Ministério da Economia, a compra de materiais atualizados para os alunos e a contratação de professores capacitados para formar alunos em grandes profissionais. Além disso, compete ao Ministério da Cidadania anunciar campanhas que influenciem os docentes a se capacitarem melhor, através de cursos aprofundados na sua área, com o fito de reduzir esse empecilho e alcançar uma sociedade semelhante à da “Utopia” de Thomas More.