A educação como veículo de mudança na sociedade

Enviada em 02/07/2021

A primeira Lei de Newton, que trata do princípio da Inércia, diz que corpos em movimento tendem a preservar sua trajetória, se nenhuma influência externa alterá-lo. Assim como nas ciências da natureza, o processo educativo no Brasil necessita passar por alterações para que possa possibilitar avanços para a sociedade. Essa situação vem enfrentando empecilhos para sua execução e tem como causas a lenta mudança na mentalidade social e também as desigualdades regionais. Logo, hão de ser realizadas ações a fim de que tais problemas sejam mitigados.

Em primeiro lugar, tem-se uma lenta mudança na mentalidade da sociedade. Tal fato pode ser exemplificado pela falta de evolução do processo educativo, frente à 3ª Revolução Industrial - era da comunicação e informática, que trouxe para o mundo uma melhoria das interações econômicas e sociais, promovendo uma relação em rede entre países diversos. Desse modo, surge a necessidade de se conhecer sobre tecnologia e avanços da internet, que deveriam ser introduzidos nas escolas, mas em muitos locais do país, as instituições de ensino nem possuem carteiras para seus alunos. Nesse viés, os jovens crescem com pouco ou nenhum acesso às modernidades tecnológicas e diversas formas de implementação do ensino e não desenvolvem o senso crítico para questionar por mudanças.

Em segundo lugar, as desigualdades regionais contribuem para o problema em questão. Posto isso, as diferenças entre capital e cidades do interior persistem, pois muitas crianças e adolescentes enfrentam dificuldade para estudar, visto que em cidades pequenas os alunos têm de percorrer longas distâncias até o local das aulas, muitas vezes com condições precárias, assim como alunos de periferia que convivem com violência e despreparo de professores para lidar com as situações cotidianas. Dessa forma, esse espaço de formação e conhecimento, que deveria ser ferramenta para mudanças, não consegue acompanhar a evolução do capitalismo e das relações sociais, assim como afirmou o ilustre geógrafo brasileiro Milton Santos que a globalização é perversa, reforça as desigualdades. Tal máxima reafirma que as diferenças nos processos educativos dificultam o processo reflexivo.

Portanto, medidas devem ser tomadas para que a educação seja um veículo de mudança na sociedade. Para isso, o Ministério da Educação deveria investir na recuperação de escolas em estado precário e ampliar as instalações nos locais em defasagem. Além disso deve capacitar os professores por meio de palestras com profissionais especialistas, sobre formas alternativas de ensino e incentivo à utilização de métodos educacionais reflexivos. Assim, será possível a construção de agentes transformadores que contribuirão para a formação de alunos-cidadãos, capazes de refletir sobre a realidade e modificá-la, interrompendo o movimento de inércia educacional e da social.