A educação como veículo de mudança na sociedade

Enviada em 08/01/2021

“Não tive filhos, não transmiti a nenhuma criatura o legado de nossa miséria”, tal frase, presente na obra Memórias Póstumas de Brás Cubas revela a escolha do protagonista em não ter descendentes devido a realidade no meio social em que vive. Nesse sentido, no Brasil, a desigualdade presente na sociedade confirma a frase, uma vez que, no século 21 são perpetuadas mazelas sociais devido ao baixo fomento do Estado em melhorias sociais e fatores para promover a ascensão social, tal como a educação, que é um meio para a transformação da realidade pelo conhecimento e senso crítico. Sob tal ótica, tal cenário além de impedir a emancipação de indivíduos, também contrária a globalização.

Em primeira análise, a educação é um dos pilares para a melhoria no cenário social de um país. Segundo a Alegoria da Caverna de Platão, é evidenciado que na medida que o indivíduo busca sair do seu estado de ignorância, este promove a sua emancipação. Contudo, vale ressaltar que o deficitário apoio do Estado em verbas e instrumentos como livros nas instituições educacionais, resulta em um ensino mecanizado devido aos poucos  meios que não contribui para que o alcance da educação se torne coeso. Por conseguinte, indivíduos com aptidões para inovações e que possuem dificuldades de aprendizado não são incentivados a promover o seu potencial, mas a ter ações mecanizadas.

Ademais, o saber é um veículo de mudança social, mas devido a mecanização das instituições também resulta em um baixo desenvolvimento de senso crítico e, dessa forma, a conformação com a perpetuação de mazelas. Conforme Steve Jobs, “A tecnologia move o mundo”, de fato, estudiosos motivados a melhorar a realidade na qual viviam proporcionaram que acontecimentos tais como a Revolução Industrial ocorressem, encaminhando o mundo para o cenário vivido hodiernamente. Assim, o escasso apoio do Estado na educação, atua como fator para as desigualdades contrariando os preceitos da globalização, dado que esta pressupõe a uma integração e melhoria social. Logo, minorias sociais são segregadas mediante a falta de meios para que estes ascendam socialmente e transformem a suas realidades, sendo estimulandos a conformar-se com a situação em que vivem.

Torna-se evidente, portanto, a necessidade da promoção de melhorias na área supracitada. Urge ao Ministério da Educação, como gestor de melhorias e saber social, a atuação em financiamentos para o aumento das verbas destinadas às instituições educacionais, propondo uma melhor capacitação e inclusão de todos, por meio de aulas de ética, ciências sociais e cursos profissionalizantes para que, dessa forma, a conscientização da população transforme realidades, com o fim de promover a dissolução das mazelas, incluindo os segregados no avanço da pátria e dando-lhes condições para ascender socialmente. Feito isso, a situação de miséria citada na obra, torna-se-à o passado.