A educação como veículo de mudança na sociedade
Enviada em 04/01/2021
No século XX, Paulo Freire, patrono da educação brasileira, em seu livro A Pedagogia do Oprimido, afirmou que a educação é o principal meio de transformação social, gerando a consciência de igualdade e liberdade. Contemporaneamente, no Brasil, as visões de transformação social por intermédio da disciplina não são aplicadas no precário sistema educacional brasileiro, dessa maneira, provocando a desigualdade e a estagnação social. Com efeito, a educação é um meio importante para mudança no panorama social, porém ela é atravancada pelo desinteresse do Estado em promover programas socio-educativos, como aplicativos digitais que visem o aprendizado, e pela falta de investimentos na infraestrutura das escolas públicas.
Em uma primeira análise, sob a ótica política, a falta de interesse dos representantes quanto à criação de programas e aplicativos educativos que aspirem à pedagogia, contribuindo para o aumento da desigualdade no país. Segundo Gregório de Matos, escritor brasileiro do período colonial, o Estado brasileiroera movido pelo interesse particular dos governantes e do capital externo. Tal qual, essa prática se mantém engendrada nos costumes da política brasileira. Dessa forma, perpetuando o ‘‘status quo’’ da desigualdade social.
Ademais, a falta de investimentos na infraestrutura escolar, deve-se a política desmanteladora dos últimos governos, em que os serviços públicos são desvalorizados. De acordo com John Locke, filósofo inglês do século XVII, mediante a Teoria do Contrato Social, os seres humanos são detentores de garantias e direitos fundamentais , como o direito à dignidade e à liberdade. Entretanto, as ideias de Locke não são empregadas, à medida que há a desconstrução do sistema público. Logo, a imobilidade social, concebida pela falta de investimentos nas academias de ensino públicas.
Em resumo, o desinteresse estatal em implementar programas socio-educativos, em paralelo com o desmonte do ensino público, fometam o panorama de desigualdade social. Por esse motivo, o governo federal, por meio Ministério da Educação , em parceria com empresas privadas de tecnologia e pedagogia, deve criar programas e aplicativos com intuito pedagógico. Além disso, as secretárias de educação devem parar de secundarizar pautas relativas à educação, e recorrer ao governo o aumento do teto de gastos relativos à área de ensino. Dessarte, as transformações sociais advindas da educação, descritas por Paulo Freire, possam ocorrer plenamente no Brasil, assim, promovendo a justiça social.