A educação como veículo de mudança na sociedade
Enviada em 08/12/2020
Segundo a corrente pragmática, o significado de um conceito consiste nas consequências práticas de sua aplicação. Acerca dessa lógica, a iniciação aos estudos da escrita já na infância influem, em geral, para a avultação dos conhecimentos científicos. Entretanto, a inobservância governamental no investimento da educação coopera, em parte, com os altos índices de desempregados. Logo, ações estatais que transmudem esse cenário fazem-se prementes.
Destarte, introduzida nos primeiros anos de vida, a escrita pode esmerar o progresso mental de parte da sociedade. Sob essa óptica, segundo o psicólogo Lev Vigotsky, a aprendizagem não começa na idade escolar, mas antes dela, quanto mais conhecimento acumular, maiores os tipos de pensamentos científicos. Nesse viés, são notáveis as vantagens, tanto pessoais quanto sociais da alfabetização no desenvolvimento dos indivíduos, visto que, junto a aplicação na prática, a educação é responsável pela evolução dos questionamentos sociais e pela elevação do progresso mental dos indivíduos. Desse modo, atos que progridam os fatos são urgentes.
Outrossim, a inópia de investimentos do Estado na educação torna-se um imbróglio nesse progresso social. Nessa conjuntura, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil conta com cerca de 11 milhões de analfabetos e investe apenas 4,2% do Produto Interno Bruto (PIB) na educação. À vista disso, com o desamparo estatal no incentivo ao ensino, grande parte da população não possui condições financeiras favoráveis a um ensino de qualidade adiando, muitas vezes, o ingresso no ambiente escolar influindo, majoritariamente, na ascensão desses números. Por conseguinte, torna-se mais eficaz a formulação de medidas que mudem essa realidade.
À luz dessas considerações, é fulcral que o Governo, junto ao Ministério da Educação, deve realizar a implantação de reformas no sistema de ensino público do País, com a inserção de tarefas de raciocínio lógico, de escrita e de atividades corporais, com o treinamento dos professores, que desenvolvam o intelecto físico-mental desde os primeiros anos escolares. Ademais, junto com as secretarias estaduais o Governo deve investir capitais na construção de novas escolas federais nas áreas mais destituídas do País, com a implantação de concursos para novos professores, intentando a adesão de maior parte da população e visando à diminuição do número de analfabetos. Por esses intermédios, a alfabetização pode continuar como catalisadoras de mudanças sociais.