A educação como veículo de mudança na sociedade
Enviada em 10/11/2020
Durante o século XIX, a educação fora universalizada pela Revolução Francesa e pela Era Napoleônica com a finalidade de educar profissionais para exercitar a burocracia estatal. Dada a inexistência de métodos de ensino, apropriaram-se de métodos do militarismo, e, ao longo do século, incorporaram mentalidades empresariais, engessando-se o ensino. Porém, durante o século XX, processos sociais sucatearam tal modelo, e, por isso, a educação precisa ser reinventada como veículo de mudança social.
Em primeiro lugar, é interessante notar que, durante o século XIX, a função civilizadora da sociedade era a prioridade. Augusto Comte, por exemplo, afirmava que a sociedade seria tanto mais avançada quanto maior fosse seu desenvolvimento científico. Nesse caso, para se obter o máximo progresso, dever-se-ia adotar a ordem militar (hierarquia e a disciplina) e, ao mesmo tempo, formar-se-ia técnicos em massa, típicos da produção Fordista-Taylorista. Ou seja, o progresso educou a educação.
Entretanto, essa visão redentora mostrou-se insuficiente e destrutiva. Isso aconteceu na medida em que a escola passou a ser um ambiente de reprodução da violência simbólica (na visão de Pierre Bordieu), e, por isso, assumiu a responsabilidade por questões ligadas à segurança pública, ao assistencialismo e à moralização dos alunos. Enfim, isso desmoronou o ensino e pôs o Brasil da ordem e do progresso nas piores posições das avaliações educacionais do PISA. Desde então tem afugentado empresas de tecnologia, que movem o hodierno desenvolvimento social.
Portanto, é preciso reinventar o papel da educação, de modo que ele seja adequado às necessidades da sociedade atual. Nesse caso, cabe ao Ministério da Educação dois pontos: a) reformar a metodologia de ensino (estimulando atividades de recreação combinadas com autonomia metodológica do professor); b) adotar escola em tempo integral. Desse modo, professores poderiam ensinar dinamicamente as crianças por meio de atividades lúdicas, o que aumentaria o interesse e a eficiência do estudo. Assim, teríamos cidadãos preparados ao mundo tecnológico.