A disseminação de imagens não autorizadas na internet e seus efeitos
Enviada em 20/08/2022
Segundo o artigo 1º da Declaração Universal dos Direitos Humanos “Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos.” Contudo, ao analisar a disseminação de imagens não autorizadas em questão no Brasil, verifica-se que, lamentavelmente, tal prerrogativa na prática não tem sido tratada da maneira que merece. Sob tal perspectiva, é imperioso o debate desses impasses.
Em primeira análise, nota-se que a ineficiência das leis é um desafio presente nessa problemática. Nessa perspectiva, consoante Gilberto Dimenstien, escritor brasileiro, defende que no Brasil as leis são inefetivas, o que gera uma falsa sensação de cidadania. Tal inefetividade é nítida no compartilhamento de nudez. Segundo dados do G1, o vazamento de imagens íntimas atinge principalmente mulheres, que representam 81% dos casos denunciados. Entretanto, apesar do número ser alto, poucos desses casos são realmente resolvidos perante a lei. Consequentemente, essa ineficácia gera um desenvolvimento de distúrbios mentais, tendo como exemplo a ansiedade, baseada no medo constante de estar sendo julgada pelos outros. Assim, urge que as normas sejam mais efetivas para combater o compartilhamento de imagens não autorizadas na internet.
Ademais, é fulcral pontuar a ideia da Indústria Cultural de Adorno e Hockheirmer, filósofos da Escola de Frankfurt, que afirmavam que as mídias usavam as pessoas como massa de manobra. Com efeito, os pensadores denunciavam que a padronização de desejos e comportamentos era prejudicial e que ocasiona problemas como os percebidos na atualidade, onde a internet se tornou uma terra “sem lei”, e que após a postagem de qualquer conteúdo, é quase utópico sua retirada total das redes. Desse modo, é notório que a má influência midiática é uma das causas do problema e precisa ser combatida.
Portanto, medidas são necessárias para reverter o impasse no Brasil. Para isso, a mídia deve criar um projeto que vise informar a população sobre a disseminação de imagens não autorizadas. Isso deve ocorrer por meio de propagandas televisivas e de reportagens, com a participação de profissionais competentes, a fim de garantir os direitos dos indivíduos prejudicado. Dessa maneira, será possível que o problema seja gradativamente minimizado no País.