A digitalização da economia

Enviada em 19/11/2021

O autor austriaco Stefan Zweig, dada a perseguição nazista na Europa, veio buscar nova vida no Brasil. Influenciado pela cordialidade e potencial dos brasileiros, exaltou seu novo país na obra: “Brasil, país do futuro”. Entretanto, a digitalização da economia e suas consequências permitem inferir que sua previsão limitou-se às páginas do livro. Diante do exposto, é preciso entender as facilidades atreladas a essa nova forma de viver, bem como toda logística por trás dessa digitalização. Em face dessa proposição inicial, é preciso compreender a facilidade que a digitalização dos meios trazem para a população, tanto consumidor quanto vendedor. Isso se deve pela agilidade e praticidade, proporcionada pelas tecnologias, de poder comprar e vender em qualquer lugar e a qualquer momento. Sob esse viés, consoante ao pensamento da filósofa brasileira Marilena Chauí, a ética deveria fundamentar-se em ideias e práticas positivas e de felicidade. Ao lançar olhar para a realidade, percebe-se essa felicidade na sociedade em poder resolver qualquer pendência dentro de casa com o seu próprio celular. Ainda nessa linha de pensamento, outra questão pontual são os altos valores de investimento por trás da tecnologia final. Esses altos números são responsáveis pela homogeneidade industrial, de forma que pequenas empresas não consigam se instalar no mercado por falta de uma logística sólida para entregar aos seus clientes. Assim, confirma-se o pensamento do filósofo Zygmunt Bauman, em que a era moderna levou a liquidez das noções universais e, com isso, passou-se a valorizar o individual. O que isso representa? Representa uma preferência do consumidor em comprar produtos de empresas que entregam tecnologias consolidadas, matando os pequenos e crescentes comércios nacionais. Diante desse cenário, consolida-se o argumento de que a digitalização da economia beneficia ambas as partes da população (consumidor e vendedor), no entanto, a necessidade de um alto capital para entrar nesse meio impede a concorrência entre pequenas e grandes empresas. Logo, cabe ao Ministério da Ciência e Tecnologia - órgão responsável pela tomada de decisões em âmbito digital - investir em um sistema base de prestação de serviços online, que serão feitos por peritos na área de engenharia e ciência da computação, a fim de oferecer uma logística pronta e a pequeno custo para as pequenas empresas e, assim, consigam concorrer digitalmente contra grandes empresas.