A digitalização da economia
Enviada em 11/11/2021
De acordo Tom Goodwin, um especialista em inovação e transformação digital, a ideia de “darwinismo digital” faz ligação à precisão das empresas e cidadãos se acostumarem aos novos ambientes de digitalização, sobretudo a econômica. no entanto, os desafios para se conciliar a esse cenário, no brasil, são pertinentes, uma vez que milhões de indivíduos estão inseridades na desigualdade e analfabetismo digital, além dos inconvenientes consequentes da segurança trabalhista, vindos dos atuais tipos de emprego.
É fundamental, portanto, considerar uma das medidas do geógrafo Milton Santos para delimitar o território: o viés na acessibilidade dos meios e informações técnico-científicos. A este respeito, parece haver uma grande disparidade de acessibilidade, a nível nacional, no mundo digital, motivada sobretudo pela escassez. Assim, digitalizar a economia, ou seja, transformar um movimento que antes era feito manualmente em digital, sem nenhuma construção humana sobre ele, acabará por anular os direitos humanos. Nesse caso, se muitas pessoas ainda não souberem usar o digital, não terão acesso aos seus direitos, conforme foi evidenciado no acesso ao auxilio emergencial.
Também é importante observar que, de acordo com o historiador israelense Yuwal Harari, a digitalização da economia está tornando todos os tipos de empregos obsoletos. Diante disso, vemos que muitas funções são substituídas por inteligência artificial ou por formas de trabalho intermitente, como os uberserviços, onde não há suporte efetivo e garantia de trabalho nas situações em que é necessária assistência jurídica. com base nisso, a digitalização econômica prejudica a sociedade de uma forma perigosa.
Portanto, é imprescindível reverter a imagem da desigualdade digital no país, até mesmo como forma de contribuir para a evolução das legislações trabalhistas vigentes. Nesse sentido, o Ministério da Ciência e Tecnologia deve se concentrar nos trabalhos básicos, realizados nas escolas, por meio da educação tecnológica obrigatória e da alfabetização financeira básica. Contudo, esse trabalho deve ser realizado por profissionais qualificados dos setores financeiro e digital, nas escolas, para estimular os talentos dos jovens por meio de atividades, jogos e belos encontros. Assim, além da formação técnica, será possível substituir futuros cidadãos ativos e beneficiários. Afinal, como Tom Goodwin apontou, ele deve ser capaz de se adaptar ao novo contexto em que o mundo vive.