A digitalização da economia
Enviada em 11/11/2021
Ao mesmo tempo em que as tecnologias e dispositivos digitais proporcionam facilidade na vida dos indivíduos e vantagens competitivas às empresas, criam incerteza, uma vez que alguns processos, competências e profissões ficam cada vez mais obsoletas, outro problema seria a desigualdade digital, pois ainda é vigente em uma grande parcela da população brasileira. Diante dessa perspectiva, faz-se necessária a análise dos fatores que favorecem esse quadro.
Em primeira análise deve-se ressaltar que em sua obra 21 lições para o século XXI, o historiador israelense Yuval Harari disserta sobre ser crucial entender que a revolução da inteligência artificial não envolve apenas tornar os computadores mais rápidos e mais inteligentes. Ela se abastece de avanços nas ciências da vida e nas ciências sociais. Quanto mais compreendemos os mecanismos bioquímicos que sustentam as emoções, os desejos e as escolhas humanas, melhores podem se tornar os computadores na análise do comportamento humano, na previsão de decisões humanas, e na substituição de motoristas, profissionais de finanças e advogados humanos.
Ademais, a desigualdade digital fica evidente em um levantamento do Cetic.br, que mostra o acesso de domicílios à internet por região, o Nordeste é o lanterninha: 65% das residências têm acesso à rede, contra 75% no Sudeste , 73% no Sul, 72% no Norte e 70% Centro-Oeste. Essa realidade dificulta a digitalização dos negócios e o e-commerce, uma vez que 98% das vendas ainda são realizadas em lojas físicas.
Depreende-se portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos, por isso é mister que os governadores dos diversos estados brasileiros, maiores autoridades de um estado, informem a população sobre a importância de se saber sobre a digitalização da economia, por meio de palestras e anúncios, com uma explicação aprofundada sobre o assunto, a população vai se tornar mais consciente, e com isso é possível que seja evitado o agravamento do problema em questão.