A digitalização da economia
Enviada em 27/10/2021
A Revolução Técno-científica permitiu o desenvolvimento de tecnologias que inseriram o mundo em um contexto de digitalização da economia. Entretanto, apesar desse cenário promover maior facilidade de acesso às transações financeiras e bancárias, existem dois fatores principais que impedem a sua total aplicabilidade: a falta de segurança de dados e a inobservância governamental. Desse modo, fica visível que esse problema é inconcebível e merece um olhar crítico de enfrentamento.
Em primeiro plano, a falta de segurança no meio digital é um óbice para a concretização da digitalização da economia. Em vista disso, o G1 afirmou que, juntamente com essa virtualização em destaque, cresceu o número de vítimas de crimes virtuais. Isso se dá pela pouca assistência dos canais bancários que, muitas vezes, se abstêm da reponsabilidade resolutiva e preventiva de golpes online. Dessa forma, muitas pessoas passam a questionar a validez da digitalização da economia, o que diminui o potencial de crescimento desse serviço. Nessa perspectiva, torna-se possível analisar que, sem o fortalecimento da segurança de dados, a ideia de acesso à economia de forma mais rápida e dinâmica torna-se frustrada. Logo, deve-se agir contra a insegurança abordada.
Além disso, a inobservância governamental corrobora a problemática supracitada. Sob essa ótica, Gilberto Dimenstein analisou, em seu livro “Cidadão invisível”, que o Estado ignora as necessidades de alguns cidadãos, de modo que isso se aplica ao acesso à internet que, segundo a Data folha, compreende menos de 50% da população. De fato, esse cenário aponta para uma grande parcela populacional que, ao não ter contato com o meio digital, torna-se excluída da acessibilidade aos aplicativos bancários. Nessa perspectiva, aprofunda-se ainda mais a desigualdade social e limita-se a expansão da digitalização da economia em razão da não criação de mecanismos interventivos. Assim, como forma de minimizar tal cenário e maximizar a virtualização econômica, deve-se atuar contra estruturas sociais inobservantes.
Em suma, a pouca segurança e a desigualdade social são fatores associados a dificuldades de expansão do recurso citado. Portanto, o Ministério da Economia deve efetivar o acesso à internet como forma de acessibilidade à economia digital. Tal medida será efetivada por meio do financiamento da criação de um algoritmo que ative a internet sempre que os indivíduos acessarem aplicativos bancários, de modo que esse uso seja pago pelos recursos estatais, para que se torne possível a realização de transações econômicas, bem como a expansão delas. Ademais, as agências bancárias devem fortalecer a segurança de dados por meio da priorização de investimentos nessa área. Dessa forma, orienta-se no sentido de superar os problemas associados a efetivação da virtualização da economia.