A digitalização da economia
Enviada em 12/10/2021
Aproximadamente 22% da população brasileira acima de 10 anos não tem acesso à internet, segundo a PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios). Ademais, diversos setores estão cada vez mais digitalizados, sobretudo a economia. Destarte, fica evidente a desigualdade de acesso aos meios técnico-científico-informacionais, trazendo consigo a falta de preparo de uma parcela significativa da população a contextos onde serviços, outrora manuais, estão se tornando cada vez mais automatizados, sendo fator, também, de desemprego.
Nesse viés, a pobreza é o principal fator da falta de acesso a TIC’s (Tecnologias da Informação e Telecomunicação), fato evidenciado na pandemia, onde diversos estudantes não puderam prosseguir com os estudos por falta de suporte para a continuidade remota das aulas. Ademais, há a necessidade de empresas e pessoas de se adaptarem ao crescimento desenfreado dos contextos tecnológicos.
Por conseguinte, diversas profissões tornam-se obsoletas, por conta do avanço tecnológico ser mais rápido do que a organização para se adaptar ao movimento, de acordo com o conceito de Darwinismo Digital de Tom Goodwin. Outrossim, tornando cada vez mais profissões obsoletas, onde diversos trabalhos, antes manuais, estão sendo substituídos por inteligencias artificiais (IA). Consequentemente, gerando o aumento do desemprego.
Portanto, torna-se imprescindível a implementação de políticas públicas e estratégias de caráter nacional para a economia digital de médio e longo prazo, que visem a adaptação de empresas e pessoas para que possam acompanhar essa acelerada evolução técnico-científico-informacional. Deste modo, Ministério da Ciência e Tecnologia, focando num trabalho e base, deve por meio da implementação nas escolas de educação técnico-científico-informacional, proporcionar a formação técnica, para que a população possa manusear e usufruir com destreza as novas tecnologias.