A digitalização da economia

Enviada em 17/09/2021

“Criptomoedas”. “E-commerce”. Indústria 4.0. Esses são alguns dos fenômenos que o Capitalismo Informacional trouxe para o Brasil, os quais apontam para uma digitalização da economia. Entretanto, esse cenário pode ser bastante prejudicial para a nação, por isso para evitar problemas é de suma importância elucidar como esse processo é capaz de gerar uma crise econômica e aumentar a desigualdade social no país.

Sob esse viés, é necessário analisar como essa digitalização pode representar uma quebra da economia nacional. Dado haver uma grande instabilidade, especulação financeira e ausência de controle estatal nessas novas modalidades de comércio, tornando-as muito susceptíveis a crises. Como ocorreu em 1929, com a quebra da bolsa de Nova Iorque, devido aos mesmos problemas encontrados na atualidade, advindos de um Liberalismo exacerbado que minimiza a atuação do governo nas questões comerciais. Logo, é evidente como a digitalização da economia precisa de regulamentação do Estado para atenuar os riscos que oferece ao país.

Ademais, também é valioso elucidar como esse processo digital pode potencializar as desigualdades sociais no Brasil. Uma vez que, como é defendido pelo escritor Gilberto Demenstein, torna ainda mais difícil a participação da parcela mais pobre da população na economia, pois é preciso cada vez mais ter um grau de escolaridade relativamente alto e acesso à internet, o que não faz parte da realidade de todos os brasileiros, para integrar-se nesse sistema. Dessa forma, é inquestionável como a digitalização da economia agravará as questões sociais da nação.

Fica claro, portanto, que medidas precisam ser tomadas para atenuar essa problemática. Sendo assim, cabe ao Estado, por meio do Ministério da Economia regular esse processo, com medidas protecionistas que evitem a instabilidade e a especulação demasiada, com o objetivo de evitar que uma possível crise e o Liberalismo exagerado no país. Dessa maneira, as “criptomoedas”, o “e-commerce” e a indústria 4.0 advindos da digitalização da economia não oferecerão riscos econômicos para o Brasil.