A desvalorização do trabalho voluntário no Brasil

Enviada em 17/11/2021

O trabalho voluntário se intensificou no governo de Dom Pedro II, na qual o Brasil tinha que fortificar o exército para combater na guerra do Paraguai e, com isso, os escravos voluntários na inserção da militância tinham, além de outras coisas, a liberdade como direito. No contexto hodierno, o nefasto exercício voluntário vem crescendo indubitavelmente, o que corrobora, de certa forma, para um cenário insalubre e maléfico. Dessa forma, entende-se que a inércia de políticas públicas, bem como a pobreza acentuada no país, apresentam-se como entraves para a resolução da problemática.

Nessa perspectiva, a falta de políticas públicas é a causa principal da permanência do imbróglio. Sobre isso, Abraham Lincoln, célebre personalidade política americana, disse, em um de seus discursos, que a política é serva do povo e não o contrário. Em relação a tal afirmação, é perceptível a ineficiente gestão governamental no que tange a valorização do trabalho voluntário, pois não fomenta Ongs e serviços sociais em diversos setores, como, por exemplo, na educação. Desse modo, lamentavelmente, o conhecimento não é irradiado para grande parte da sociedade visto que os estadistas não auxiliam diversas entidades educacionais, tal como o “cursinho da crusp” e, com isso, dificulta a manutenção econômica e social dessas organizações. Em contrapartida, a ONG “Amigos do Bem”, fundada em 1993, exerce função aplausível, na qual preconiza, entre outras coisas, a valorização do trabalho voluntário dos indivíduos atuantes na organização, uma vez que mostram, com certa naturalidade, a importância dessas pessoas para o corpo social.

Ademais, a pobreza é um dos agravantes da temática. Segundo a influenciadora digital Nani Soares, nunca houve tanta miséria e tanta desigualdade social como agora. Nesse viés a pobreza, infelizmente, limita a abrangência dos trabalhos voluntários, visto que, em muitas vezes, os cidadãos com menor poder aquisitivo não têm ânimo e condição financeira de participar ou criar ações sociais para o bem comum e, consequentemente, corrobora para a diminuição dos exercícios voluntários. Um estudo proposto pelo “IBGE” ressalta que, infelizmente, 4,3% da população exerceu algum tipo de serviço social em 2017. Nesse contexto, comprova-se que a fragilidade econômica dificulta a permanência desses exemplos de cidadãos na idônea prática social.

Portanto, medidas são necessárias para resolver esse impasse. É dever do Ministério da Cidadania, em parceria com o Ministério da Educação, a proliferação de programas econômicos para atenuar a probreza e a disseminação de incentivos às ONGs, como, por exemplo, a distribuição de materiais essenciais para essas organizações, por meio de um grande investimento do governo, com o fito da valorização do trabalho voluntário no Brasil. Diante disso, é de se esperar um futuro mais utópico.