A desvalorização do trabalho voluntário no Brasil

Enviada em 09/11/2021

A Constituição brasileira de 1988 assegura a todos os indivíduos uma sociedade livre, justa e solidária. No entanto, tal garantia é deturpada, visto que a desvalorização do trabalho voluntário ainda é um desafio no Brasil. Logo, é possível destacar que não só a falta de debate sobre o assunto, como também o individualismo são fatores presentes nessa temática.             Nessa perspectiva, percebe-se como uma causa latente da desvalorização do trabalho voluntário a falta de debate sobre o assunto. Nesse contexto, segundo John Locke, na teoria da “tábula rasa”, todo ser humano nasce sem nenhum conhecimento e tudo é adquirido através de experiências. Dessa forma, a falta de discussão sobre o tema contribui para a permanência da problemática, visto que a população não é incentivada a participar de trabalhos humanitários que promovem o bem para a sociedade e não tem o conhecimento sobre como essa questão é de extrema relevância na sociedade atual.

Ademais, vale ressaltar o individualismo um agravante da temática. Nesse viés, o sociólogo Zygmunt Bauman descreve a sociedade hodierna como massivamente egoísta. No contexto atual, muitas vezes, a população age de forma pouco empática sem que haja reflexão sobre a importância de ajudar as pessoas menos favorecidas do corpo social, visto que de acordo com dados do IBGE, apenas 4,3% da população brasileira participam de trabalhos voluntários.

Portanto, medidas são necessárias para atenuar esse problema. Logo, o governo, como instância máxima de administração executiva, por meio da mídia, deve criar um projeto que vise incentivar os brasileiros a participarem de trabalhos filantrópicos. Essa ação deve ocorrer por meio de propagandas televisivas e nas redes sociais, com o intuito de atingir o maior número de pessoas. Assim, com essas medidas, a desvalorização do trabalho voluntário não será mais um obstáculo na sociedade brasileira.