A desvalorização do trabalho voluntário no Brasil
Enviada em 29/10/2021
Diana, a princesa de Gales, conhecida pela população como uma mulher extremamente bondosa, fazia trabalhos voluntários para a nação periférica e sem a menor intenção de ganhar reconhecimento por isso. Porém, mesmo que o trabalho voluntário seja seriamente importante, pessoas como Diana não são muito vistas no Brasil, uma vez que estas, gradualmente, não realizam serviços humanitários em prol do bem estar coletivo. Nesse sentido, estratégias precisam ser aplicadas para alterar essa situação que tem como causas a falta de incentivo estatal, bem como o egoísmo populacional.
A princípio, no país, a ausência de estímulos estatais acerca da execução de atividades filantrópicas é uma das principais responsáveis por esse cenário. Segundo os estudos do filósofo John Rawls, um governo ético é aquele que disponibiliza recursos para todos os setores, promovendo uma qualidade de vida a todos. Desse modo, entende-se que os recursos mencionado por John Rawls é um incitador para fazer os cidadãos brasileiros contribuírem com o bem estar uns dos outros, além de ajudar com o cumprimento do artigo 6 da Constituição Federal de 1988 — no qual assegura a comodidade aos habitantes do Brasil. Entretanto, contrariando os ideais do filósofo, com a carência de tal incentivo das autoridades administrativas, o tecido social ignora a ação de atitudes genuínas para com outros indivíduos, intensificando a desvalorização de trabalhos altruístas.
Outrossim, nota-se que o egocentrismo da nação fomenta a atual conjuntura do país. Sob o ponto de vista do sociólogo Zygmunt Bauman, as pessoas são massivamente individualistas e tendem a pensar somente em si em detrimento da segurança de outros seres humano. Isso posto, com a individualidade social desenvolvendo-se entre os cidadãos — analogamente as informações de Zygmunt Bauman — os pensamentos abnegados deixam de existir, impedindo que tais cidadãos desenvolvam intenções humanitárias para amparar pessoas marginalizadas da sociedade. Logo, enquanto o sentimento egocêntrico resistir entre a população brasileira e colaborar para que uma assistência instintiva não ocorra, a saúde e segurança pública irão colapsar.
Portanto, medidas são necessárias para resolver o problema discutido. Urge a ação de uma campanha reeducativa em massa, por meio de verbas governamentais, realizada pelo Ministério da Educação e Cultura, com o intuito primordial de aniquilar pensamentos egoístas do país e, assim, incentivar seus residentes a colaborar, por meio dos trabalhos voluntários, com o bem estar dos sujeitos a uma vida sórdida. Espera-se que, com isso, tal trabalho possa ajudar uma parcela significativa da população e dessa maneira, mais pessoas possam aperfeiçoar atitudes caridosas na qual um dia foram realizadas pela princesa Diana.