A desvalorização do trabalho voluntário no Brasil

Enviada em 20/10/2021

Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos. No entanto, a desvalorização do trabalho voluntário no Brasil dificulta a realização dos planos de More. Esse cenário adverso é fruto da negligência estatal e da falta de conscientização popular.

Inicialmente, é notável que a desvalorização por parte estatal é fator determinante para perpetuação da problemática. Nesse viés, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística revela em uma pesquisa que apenas 7,2 milhões de pessoas realizaram atividades de trabalho voluntário, o que corresponde a 4,3% da população do país. Nesse sentido, a perpetuação desse quadro demonstra a incapacidade estatal de promover atitudes positivas. Por isso, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.

Outrossim, o filósofo existencialista Jean-Paul Sartre discorre em suas obras que o homem é condenado a ser livre, sendo assim responsável por suas ações. Desse modo, a população que não se inclui na propogação de atitudes de auxílio voluntário é culpada pelos dados negativos que refletem a falta de empatia da atual sociedade. Tudo isso agrava esse quadro deletério e retarda o desenvolvimento nacional.

Infere-se, portanto que medidas são necessárias para combater a desvalorização ao trabalho voluntário no Brasil. Assim, o Ministério da Cidadania, juntamente ao Governo Federal devem promover ações que propaguem a importância do trabalho voluntário e incentivem à sociedade, por meio de chamadas nas redes sociais e nos meio midiáticos, além de dar o devido reconhecimento àqueles que praticam essas ações, a fim de promover uma sociedade mais justa e igualitária. Somente assim a coletividade alcançará a Utopia de More.