A desvalorização do trabalho voluntário no Brasil
Enviada em 09/09/2021
De modo ficcional, o filme “Redenção” retrata sobre a história de um homem que dedica-se ao trabalho voluntário na África após sair de uma prisão e deixar o vício em drogas. Apesar de ser uma ficção, na realidade, tais ações voluntárias também são capazes de mudar a vida de parte da população brasileira. Entretanto, ainda existe uma desvalorização de tal prática solidária, pois ela necessita de maior apoio do sistema educacional e digital.
Em primeiro lugar, muitos brasileiros não são influenciados a participarem de tais atividades. Devido ao fato de que, ainda que o artigo 3° da Constituição Federal, de 1988, tenha como objetivo a construção de uma sociedade livre, justa e solidária, muitas pessoas não são influenciadas a praticarem serviços voltados para a solidariedade. Posto que, não é comum a realização de programas voltados a discussão do importante papel da realização de atividades que não visam lucros e, com isso, esse tipo de serviço acaba ficando desvalorizado por consequência da falta de incentivo.
Segundo Paulo Freire, a escola tem o dever de não só ensinar os conteúdos técnicos, mas também de desenvolver a capacidade crítica e analítica que permitem aos alunos entender e mudar a realidade. Dessa forma, torna-se evidente que a diretriz das escolas brasileiras vai de encontro à premissa freiriana, já que não instrui os estudantes quanto a importância do trabalho voluntário, o que resulta em um desprezo do ramo.
Portanto, diante da preocupante escassez de valorização do trabalho voluntário, cabe ao Ministério da Educação responsável pela qualidade educativa dos brasileiros- incentivar as escolas a organizarem campanhas de solidariedade, por meio da participação voluntária dos estudantes e com o auxilio dos influenciadores digitais para maiores divulgações. Desse forma, a finalidade é construir uma geração mais solidária e com histórias semelhantes a do filme “Redenção”.