A desvalorização do trabalho voluntário no Brasil
Enviada em 27/08/2021
Segundo o conceito de imperativo categórico do filósofo Immanuel Kant, o ser humano deve agir com bondade independente dos seus objetivos. Hodiernamente essa prática vem se tornando cada vez menos comum ao notar-se que as pessoas dão menos valor a ofícios sem remuneração, tal como o trabalho voluntário. Nesse contexto não permanecem dúvidas de que a a desvalorização do trabalho filantrópico no Brasil tem como principais causadores o pouco incentivo governamental, e a falta de empatia e solidariedade da população.
A carta magna garante inúmeros direitos aos cidadãos, dentre eles a assistência aos desamparados, porém na realidade a constituição muitas vezes não é aplicada. A pouca importância dada ao trabalho voluntário pelo governo faz com que não sejam criadas instituições de apoio ao necessitados na quantidade necessária no Brasil, e que não sejam divulgadas informações de fontes confiáveis sobre esse problema. Essa negligência faz com que muitos brasileiros com intenção de ajudar o próximo, não possuam ferramentas suficientes para fazê-lo, necessidade que deve ser suprida pelo Estado.
A revolução industrial causou diversas alterações na sociedade, como por exemplo a criação do capitalismo, meio de produção que incentiva a busca incessável por dinheiro. Esse fator criou no ser humano a mentalidade de apenas ajudar caso receba algo em troca, essa falta de empatia e solidariedade faz com que muitos brasileiros não se sintam interessados em realizar ações voluntárias. Diminuindo assim a ajuda recebida pelos necessitados e aumentando as dificuldades em se valorizar o trabalho humanitário.
Portanto percebe-se que são inúmeros os fatores que levam a desvalorização do trabalho voluntário no Brasil, para resolver os dois problemas citados anteriormente o poder público junto com a população devem criar programas de incentivo direcionado a pessoas necessitadas, tais como o movimento Lá da Favelinha e o Olodum.