A desvalorização do trabalho voluntário no Brasil
Enviada em 28/04/2021
O voluntariado é uma importante ferramente para suplementar as ações do poder público direcionadas às mazelas sociais. Entretanto, segundo o IGS (Índice Global de Solidariedade), o Brasil desvaloriza esses trabalhos, o que é provado pela sua posição, cento e vinte e dois, na lista de países mais altruístas. A causa desse sério descaso está na cultural liberal e além do egoísmo e ignorância da população.
A princípio, entende-se que o sistema capitalista do Brasil hodierno valoriza o individual em detrimento do coletivo, o que menospreza o esforço do cidadão pelo bem de seus semelhantes. Nesse viés, Adam Smith - pai do liberalismo econômico - entende que para a nação evoluir, os indivíduos devem buscar apenas o sucesso próprio. Todavia, essa ideia é improdutiva, pois os vê somente como geradores de riquezas e não como membros de uma comunidade, logo, receiam ao usar seu tempo para cuidar do próximo.
Adicionada a tudo isso, há a falta de empatia dos indivíduos associada ao desconhecimento de ações humanitárias a seu alcance. A respeito disso está o Imperativo de Kant, no qual o hipotético é a forma egoísta que os brasileiros agem e o Categórico a forma ideal de agir, que beneficiaria a sociedade como um todo. Assim, para a valorização do voluntariado no país, a população deve ter conhecimento de como atingir a sociedade idealizada de Immanuel Kant.
Portanto, o Estado deve reverter essa cultura individualista por meio do incentivo à benevolência. Para isso, o Ministério da Educação deve criar uma nova disciplina na grade curricular que realize ações voluntárias na comunidade a fim de apresentar esses trabalhos aos jovens e mostrar como pratica-los. Dessa forma, a nova geração se tornará mais gentil, e o país melhorará seu rankeamento do IGS.