A desvalorização do trabalho voluntário no Brasil

Enviada em 20/04/2021

Segundo o sociólogo Georg Simmel, em sua teoria “Atitude Blazé”, a sociedade se habituou com seus próprios problemas, agindo, assim, com indiferença para com esses. Analogamente, no âmbito brasileiro, percebe-se a mesma postura de seus cidadãos, diante de seus impasses, fazendo com que o trabalho voluntário seja escasso. Por conseguinte, para medir o estigma referido, é fundamental citar o aspecto sociocultural e insuficiência estatal como seus agravantes.

Mormente, faz-se necessário a discurssão sobre o fator social para com a problemática. De tal pespectiva, é oportuno assinalar que, conforme o pensador Bauman, a sociedade está cada vez mais ágil e veloz sendo, assim, as relações intrapessoais jogadas em segundo plano. Nesse sentido, essa proposta pode ser aplicada quando se verifica o fato de que o trabalho vonlutário apresenta baixos números, haja em vista que a população atual, em geral, não busca olhar aos mais necessitados, preocupando-se com seus próprios problemas.

Ademais, a ausência do estado é outro fator presente no impasse em debate. Seu papel é de assegurar uma vida digna a todos cidadãos, segundo o grego Aristoteles; conquanto, sabe-se que esse direito não é gozado pela sociedade brasileira. Com isso, surge a necessidade da própria população buscar ajudar ao próximo, dobrando, assim, seus próprios estarvos.

Deprende-se, portanto, a necessidade do incentivo ao serviço voluntário, não como uma obrigação, e sim como um ato de humanidade. Logo, cabe aos governantes - baseados na carta magna brasileira e com auxílio da mídia - trabalhar, com políticas públicas e divulgação, no incentivo da populção a praticar a filantropia, visando uma socidade mais empática e prospera. De tal maneira, as ideias de Simmel e Bauman sairão de prática, dando espaço a filosofia aristotélica.