A desvalorização do trabalho voluntário no Brasil
Enviada em 21/04/2021
O filme “Patch Adams” retrata a história de um homem que tentou cometer suicídio, mas teve sua vida revolucionada quando começou a ajudar os outros pacientes da clínica onde estava internado. Tal fato, dentro e fora das telas, evidencia o quanto o trabalho voluntário favorece tanto quem recebe quanto quem realiza. Nesse aspecto, a desvalorização desse trabalho no Brasil está ligado ao individualismo, característico da sociedade contemporânea, e à pouca informatização sobre o assunto.
Primeiramente, o predomínio do pensamente individual dificulta a adoção do trabalho voluntário pela população. Segundo o imperativo hipotético do filósofo alemão, Kant, o homem tende a agir por interesse, ou seja, ele irá aderir ações que o promovem algum benefício. Tal pensamento é comprovado ao se analisar o dado do IBGE, o qual revela que apenas 4,3% dos brasileiros realizam atividades voluntárias. Com isso, nota-se a necessidade de explicitar à sociedade brasileira os benefícios proporcionados pela satisfação pessoal advinda do voluntariado.
Por outro lado, há os que têm interesse em aderir esse trabalho, porém não encontram informações confiáveis acerca. Contudo, isso não está relacionado a falta de ONGs brasileiras -pois tem muitas, um exemplo famoso é a “Doutores da Alegria”, a qual atua em âmbito nacional- e, sim, com a pouca propagantização de como e onde ajudar, não só com doações monetárias, mas também com atitudes. Logo, evidencia-se a importância da ONG se comunicar e explicitar suas necessidades para a população.
Conclui-se que as ONGs brasileiras devem, por meio de especialistas em marketing digital, criar um site oficial do voluntáriado, no qual estará explicito para população quais ONGs estão próximas a ela e como cada uma pode ser ajudada, a fim de que esse fácil acesso à informação incentive os brasileiro a aderir o trabalho voluntário. Além disso, cabe ao MEC introduzir nas escolas os benefícios desse trabalho tanto para quem realiza quanto para quem recebe, evidenciando a possível satisfação pessoal, com intuito de tornar o individualismo positivo nesse aspecto.