A desvalorização do trabalho voluntário no Brasil

Enviada em 17/04/2021

Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos. No entanto, a desvalorização do trabalho voluntário no Brasil dificulta a realização dos planos de More. Esse cenário é fruto da negligência estatal e da falta de conscientização popular.

Inicialmente, é notável que a falta de engajamento do estado é fator determinante para continuidade da problemática. A Constituição federal de 1988 prevê o direito à igualdade e dignidade da pessoa humana. Contudo, a realidade do Brasil reflete o oposto, uma vez que a falta de apoio governamental às organizações que buscam ajudar os mais carentes, fere a legislação e demonstra a incapacidade estatal de garantir os direitos básicos aos seus cidadãos. Dessa forma, faz-se mister a reformulação da postura estatal de forma urgente.

Outrossim, o filosofo existencialista Jean Paul-Sartre, discorre em suas obra que o homem é condenado a ser livre, sendo assim, responsável por todos os seus atos. Nesse sentindo, a sociedade que perpetua a desvalorização do trabalho voluntário também é culpada pela situação da desigualdade no país. Tudo isso retarda o desenvolvimento da nação e perpetua esse quadro deletério.

Infere-se portanto, que medidas são necessárias para promover a valorização do trabalho voluntário no Brasil. Assim, o Ministério da cidadania deve promover campanhas publicitárias demonstrando a importância dessas ações por meio da mídia e das redes sociais, além do Ministério da Economia destinar verbas para a ascensão de grupos de auxílio social, a fim de alcançar uma sociedade mais justa e igualitária. Somente assim a coletividade alcançará a Utopia de More.