A desvalorização da enfermagem na saúde brasileira

Enviada em 20/06/2023

Durante a história da humanidade, os movimentos trabalhistas se configuram como um dos mais importantes. Entre eles, no Brasil, a Consolidação das Leis Trabalhistas é um marco histórico na luta pela conquista de direitos. Entretanto, na atualidade ainda é possível identificar a desvalorização de algumas profissões na sociedade brasileira, como por exemplo a enfermagem. Logo, faz-se necessário discutir suas causas e consequências, tais como a falta de políticas públicas e a sobrecarga na área da saúde, respectivamente.

Em primeira análise, é essencial pontuar que a negligência governamental está intimamente ligada à deturpação, diante o entrave trabalhista de enfermeiros e técnicos de enfermagem com o salário abaixo do piso. Analogamente como o professor Ariano Suassuna afirma: “Que é muito dificil você vencer a injustiça secular, que dilacera o Brasil em dois países distintos: o país dos privilegiados e o país dos despossuídos”. Nesse viés, a escassez de projetos estatais que visem boas condições de trabalho e remuneração digna contribuem para a precaridade desse setor, o que ocasiona obstáculos maiores na saúde brasileira.

Ademais, é imprescindível destacar que o descrédito da enfermagem influencia a busca pela graduação na área, o que agrava o deficit de profissionais qualificados nos hospitais públicos e privados do Brasil. Isso porque com a oportunidade de profissôes bem remuneradas e com boa infraestrutura, uma parcela da comunidade opta por outros setores de formação, o que futuramente pode desfalcar o sistema de saúde nacional. Segundo Mahatma Gandhi: “Temos de nos tornar a mudança que queremos ver”, assim, contextualiza-se a indispensabilidade de lutar por devidas mudanças e cessar a alienação estatal.

Portanto, cabe ao Governo Federal criar projetos de leis que assegurem o aumento do piso salarial dos profissionais de enfermagem, visto que os mesmos são de extrema importância para a manutenção de hospitais e laboratórios, com o objetivo de valorizar e entregar remuneração justa aos auxiliares hospitalares. Somado a isso, o Ministério da Saúde deve reajustar as verbas do sistema público para implementar melhores recursos para profissionais e pacientes. Assim, a tão sonhada “Ordem e Progresso” poderá ser realidade no território nacional.