A democratização do acesso ao serviço de odontologia
Enviada em 22/04/2024
A arcada dentária é dividida em quatro grupos: incisivos, caninos, pré-molares e molares, sendo cada um deles de suma importância para uma mastigação e digestão efetivas. Portanto, a perda total ou mesmo parcial de qualquer um deles pode acarretar problemas sérios de oclusão, ou seja, de relação entre as arcadas. Porém, nem todos possuem acesso ao serviço de odontologia, seja por questão de logística ou financeira, fazendo com que parte da população brasileira tenha sua saúde bucal comprometida.
Como foi dito, nem todos têm acesso a serviços odontológicos, isso porque, de acordo com uma publicação do Conselho Federal de Odontologia (CFO), o Brasil, apesar de ser o país com mais dentistas no mundo, com 19% dos profissionais, 57% destes se concentram em apenas três estados: 33% em São Paulo, 12% em Minas Gerais e 12% no Rio de Janeiro. Logo, tem-se uma escassez de profissionais em outras regiões.
Por conseguinte, há uma negligência à saúde bucal dessa parte da população. Dados epidemiológicos da Pesquisa Nacional de Saúde Bucal mostra que de 62 milhões de brasileiros acima de 18 anos, 34 milhões perderam 13 dentes ou mais e 14 milhões perderam todos os dentes. Como consequência, apresentam-se alguns problemas, como: problemas na mastigação, problemas digestivos, aumento do peso corporal, reabsorção óssea e deslocamento dental. Sendo assim, é perceptível a necessidade de uma distribuição igualitária dos profissionais odontológicos por todo território brasileiro.
Então, tendo visto a precariedade do sistema odontológico e os efeitos que isso pode trazer, conclui-se que o Ministério da Saúde deve expandir a todas as regiões do Brasil seu projeto já criado, Brasil Sorridente, que tem como objetivo as ações de promoção, prevenção e recuperação da saúde bucal dos brasileiros. Instalando mais redes por todo território, para que todos os brasileiros tenham direito a um sorrido digno.