A democratização do acesso à cultura no Brasil
Enviada em 22/10/2021
Policarpo Quaresma, protagonista de Lima Barreto, tem como característica mais marcante um nacionalismo ufanista, acreditando em um Brasil utópico. Entretanto, o descaso com a cultura torna o país ainda mais distante do imaginado pelo personagem. Nessa perspectiva, seja pela falta de estrutura educacional ou pela negligencia governamental, o problema permanece silenciosamente afetando grande parte da população e exige uma reflexão urgente.
Em primeiro plano, é valido ressaltar que o baixo investimento estatal em equipamentos públicos é um dos maiores desafios para que haja essa democratização. Assim, em decorrência dessa desvalorização por parte do governo, a cultura no Brasil ganhou um status elitista, pois os menos privilegiados não são vistos como publico alvo dessas manifestações culturais.
Assim, nota se a omissão estatal é uma das causas da questão. Segunda a jornalista Monica Christi, a negligência governamental para com o povo na observância e cumprimento de sua obrigação quanto aos direitos do cidadão é uma afronta que tange ao acesso a cultura, percebe-se um total despreparo e a inercia por parte do Estado, sendo assim, é inacreditável que um país que detém uma das maiores taxas de impostos do mundo e não tenha planos e meios de erradicar o problema.
Portanto, são essenciais medidas para minimizar o problema. Para isso, cabe ao Governo federal, disponibilizar recursos, por meio de definição de uma agenda econômica que democratize o acesso à cultura para as regiões menos favorecidas, a fim de melhorar e ampliar o alcance a bens culturais. Ao fazer isso, o Brasil conseguira, por fim, tornar popular o acesso cultural.