A crise hídrica brasileira e seus impactos na geração de energia
Enviada em 04/10/2021
A música “Asa Branca”, intepretada por Luiz Gonzaga, retrata a história de um sertanejo que teve que tomar um decisão drástica devido à seca: migrar do nordeste, região a qual o eulírico tinha forte apego emocional. Fora do contexto artístico, a crise hídrica tornou-se um problema que afeta não só o semiárido, mas todo o Brasil. Nesse sentido, pontua-se os impactos na geração de energia como maior prejuízo da falta de água, posto que a baixa produtividade das hidrelétricas ocasiona alta no preço dos produtos e serviços.
Em primeiro lugar, cabe ressaltar que cerca de 67% da energia do Brasil provém de fontes hidraúlicas, de acordo com um levantamento da Agência Nacional de Energia Elétrica. Sob tal ótica, tal fator é preocupante posto que a falta de diversidade nas matrizes geradoras é responsável por provoca crises severas na produção de eletricidade. Um título de exemplo ocorreu durante o governo de Fernando Herrique Cardoso, pois o país sofreu com um apagão geral, decorrente da incapacidade das outras fontes em suprir a necessidade energética da população. Portanto, nota-se a necessidade de investir em diferentes fontes de produção, só assim, o país deixará de sofrer com imprevisibilidade do clima.
Outrossim, vale salientar que a crise hídrica acentua as dificuldades economicas. Com base nisso, os cidadãos brasileiros que já enfrentavam a inflação no preço dos serviços e produtos, decorrente da Covid-19, agora também são obrigados a lidar com o La ninã -fenômeno que altera a temperatura em todo mundo- culpado pela diminuição das chuvas, logo, as hidreléticas não têm conseguido a demanda de energia nacional. Por isso, as termoelétricas, provenientes da queima de combustíveis fosseís, tem sido acionadas, fator que, por conseguinte, aumenta os gastos, desse modo, altera a crise financeira segundo a declaração do Ministério de Minas e Energia;.
Destarte, ações são imprecidíveis para mitigar os prejuízos provenientes da crise hidraúlica, sobretudo na área energética. Isto posto, cabe a Câmara do Deputados aprovar um projeto de lei que destine 5% do PIB- Produto Interno Bruto- para desenvolvimento de novas fontes de energia. Essa medida pode ser colocada em prática por meio do investimento em pesquisas, elas serão encarregadas de fazer um mapeamento do território brasileiro e descubrir a melhor opção de energia para região, ou seja, a mais barata e produtivo. Além disso, após esse trabalho o processo de construção das usinas será iniciado. Espera-se com essa medida diminuir os impactos da seca nas matrizes energéticas, assim, os problemas relacionados a seca ficarão restritos à obras como “Asa Branca”.