A crise hídrica brasileira e seus impactos na geração de energia

Enviada em 15/09/2021

A Constituição Federal brasileira, promulgada em 1988, prevê a todo cidadão o pleno direito à assistencia básica, à dignidade humana e ao bem estar social. No Brasil, entretanto, a falta de mobilização efetiva por parte do Estado, quanto ao uso da água, tem permitido o aumento da crise  hídrica na geração de energia de forma alarmante. Isso se evidencia não só pela falta de controle e proteção dos orgãos ambientais, como também pelo mau uso da água potável pela população.

Diante desse cenário, é possível destacar a ausência de controle e proteção dos recursos hídricos como um dos principais fatores relacionados à falta da água uasada como fonte primária na geração de energia  no Brasil. Nesse sentido, de acordo com o portal de notícias Exame, o Brasil perdeu 15% da superfície de água em 30 anos e o agronegócio tem ligação direta nisso, pois consome água desenfreadamente, o que acarreta retração dos níveis dos rios e baixa dos reservatórios  das usinas hidrelétricas, maior fonte de geração de energia elétrica no país. Dessa forma, torna-se evidente a exiguidade do Ministério do Meio Ambiente como orgão fiscalizador. É, portanto, inaceitável que no Brasil, um dos países mais desenvolvidos da América do Sul, o Estado não invista o necessário em suas instituições fiscais, responsáveis por desenvolver e executar políticas de proteção ambiental.

Além disso, o mau uso da água potável pela população figura como ação catastrófica e contribui para o aumento desse caos. Sob essa ótica, o Brasil vem atravessando as piores secas de sua história e a população consumidora, justamente por nao usar a água de maneira eficiente é, infelizmente, uma das principais peças dessa problemática. Segundo a Sabesp, Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo, o estado enfrenta a maior crise hídrica desde 2013 e os paulistanos sentem o impácto nos longos racionamentos, que já duram anos. Mostra-se, assim, que o problema da falta da água, acrescida do disperdício gerado pelos cidadãos, tem levado o Brasil à escassez de água própria para consumo humano.

Portanto, faz-se necessária a adoção de medidas para a reversão dos problemas ligados a crise hídrica e seus efeitos na geração de energia no espaço brasileiro. Para isso, cabe ao governo federal criar uma campanha, por meio das mídias digitais, como tv e redes sociais, explicitando informações acerca de como usar melhor e economizar a água, bem como um canal aberto para informar locais com vazamentos ou possíveis desvios irregulares. Paralelamente, deve-se implementar leis de proteção de matas naturais, aquíferos, rios e represas, afim de aplicar punições mais severas aos devastadores do meio natural. Assim, mediante essas ações, espera-se uma maior preservação e recuperação dos mananciais e uma atenuação da crise hídrica com efeitos na matriz energética.