A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 03/04/2022
A série Sintonia, produzida e publicada pela plataforma Netflix, que conta a história de um menino que sonha em ser cantor, se passa na favela e expõe as dificuldades enfrentadas pelas parcelas pobres da população, como os desafios enfrentados na mobilidade urbana. Infelizmente, a crise da mobilidade urbana no Brasil, cresce constantemente e é causada devido ao desuso dos transportes públicos (pela sua infraestrutura desqualificada e pela falta de acesso à estes) e pelo volume exagerado de veículos particulares nas ruas.
Em primeiro lugar, como mostrado em Sintonia, os transportes públicos no Brasil são carentes em acentos, limpeza adequada e pontualidade com horários, ou seja, lhes falta uma boa estrturação. Dessa forma, os cidadãos optam por utilizar transportes particulares porque garantem mais conforto e privacidade. Além disso, as estações de ônibus, em sua maioria, se localizam próximas aos centros, portanto dificultando o acesso àqueles que vivem às margens da cidade. Assim, o que poderia ser um único transporte carregando 30 pessoas, se transforma em 30 transportes, dificultando a mobilidade urbana.
Ademais, conforme Thomas H. Marshall, a cidadania de qualquer indivíduo só é plena se dotada de três direitos básicos, o direito político, civil e social. Dessa forma, a crise da mobilidade urbana no Brasil, a qual é também causada pela extravagante quantidade de transportes individuais, produzidos em grande quantidade pela grande demanda, por não permitir que o indivíduo usufrua do seu direito de ir e vir - direito social- , retira do brasileiro parte de sua cidadania. Portanto, é importante que haja uma intervenção do Estado nesse aspecto.
Desse modo, fica evidente que a crise cresente da mobilidade urbana brasileira é acarretada pelo não uso dos transportes públicos e pela quantidade discrepante de transportes indivuais. Logo, o governo federal deve, por meio de disponibilização de verbas, melhorar a qualidade dos transportes -pois isso influenciaria os cidadãos a usá-los - para diminuir a quantidade de transportes individuais no trânsito, facilitando drasticamente a mobilidade nas cidades.