A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 03/04/2022

É de conhecimento geral que, nos dias atuais, a sociedade brasileira tem estado em um processo constante de expansão do meio urbano, gerando cada dia mais o agravamento do trânsito nas grandes cidades. O maior fator responsável se dá pelo descumprimento de leis que sugerem a adequação social em relaçao ao meio urbano e a quantidade de habitantes em uma cidade.

No governo de Juscelino Kubitschek, o programa “50 anos em 5”, no intuito de interligar as áreas do Brasil, deixou uma herança de investimentos em rodovias que afetariam o incentivo aos outros modais de transporte. Com a diminuição na taxa do IPI, houve um grande estímulo para se obter o tão sonhado primeiro carro, dessa forma, com a redução dos impostos, a venda de automóveis foi facilitada.

Em abril de 2012, entrou em vigor a “Lei da Mobilidade Urbana”, na qual cidades com população superior a vinte mil pessoas deveriam se adequar para melhor fluxo mobilistico. No entanto, grande parte dos municípios sequer elaborou um plano de execução. Inegavelmente, a lentidão na execução de obras e a falta de acessibilidade contribuem para o aumento da crise de mobilidade.

Fica claro, portanto, que medidas precisam ser tomadas para resolver os impasses da mobilidade urbana no Brasil e cumprir de forma efetiva com as garantias previstas na lei. Cabe ao Estado em consonância com o Ministério de Transporte investir em políticas públicas voltadas à mobilidade, investindo na qualidade e acessibilidade de transportes publicos, criando mais ciclovias e faixas para pedestres, além de aumentar o numero de pedagios e investir em rodovias, a fins de reduzir o número de veiculos privados e fornecer melhor conforto no transporte público, reduzindo assim o transito e aumentando a mobilidade social brasileira.