A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 03/04/2022

Segundo Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, os habitantes do “líquido mundo moderno”, assim como a água têm por características: a dispersão, a ausência de forma/identidade e, por conseguinte, a fácil manipulação. Sob essa dinâmica social alienante, evidencia-se que a sociedade é muito manipulável, dessa forma, o estereótipo de o indíviduo ter um carro o faz ser bem sucedido. Por esse motivo, o fato de ter cada vez mais automóveis nas ruas têm causado desafios na locomoção, seja pela falta estatal seja pela mentalidade capitalista das pessoas.

Primeiramente, é fundamental destacar a Segunda Revolução Industrial, no século XIX, em que surgiram os primeiros veículos com motor à combustão. Nesse período, as cidades brasileiras estavam se expandindo e a necessidade da utilização de veículo era fundamental para facilitar e agilizar a mobilidade urbana. Entretanto, nem todos tinham acesso aos veículos, logo, ter um, tornou-se uma conquista na vida das pessoas. Diante disso, atualmente, esse estereótipo continua e todos que possuem uma mínima condição querem ter um veículo pessoal, contribuindo para o congestionamento e dificuldade para a locomoção.

Em segundo lugar, também é essencial ressaltar como é o transporte público atual no Brasil. Em 2021, de acordo com o site “G1”, 64% das mulheres já sofreram assédio e isso faz com que elas queiram cada vez mais ter um veículo pessoal. Ademais, outros problemas como: atraso, superlotação, violência, falta de veículos e espera sem conforto são outros fatores que contribuem ainda mais para que as pessoas não queiram andar e depender do deslocamento público. Dessa forma, essas dificuldades incentivam a sociedade a querer ter o próprio carro ou moto.

Portanto, cabe ao Ministério do Transporte promover uma melhoria nos transportes público, por meio de verbas do Governo. Para isso, equipes devem ser contratadas para garantir a segurança dos passageiros e mais veículos devem ser produzidos para que não haja falta, com o intuito de incentivar os cidadãos a quererem se locomover desse jeito. Além disso, o Governo deve conscientizar a população sobre a situação atual, através de propagandas, sobre a dificuldade de locomoção no país. Para que assim, diminua o número de veículos pessoais e, consequentemente, haja a redução da difiuldade da mobilização urbana brasileira.