A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 03/04/2022

Durante as últimas duas décadas do século XX, as cidades brasileiras cresceram de maneira exponencial e desordenada no que diz respeito ao deslocamento de pessoas e cargas no espaço urbano. Atualmente, no Brasil, encontram-se reflexos desse aumento significativo através da crescente crise da mobilidade urbana. Isso acontece devido à falta de planejamentos estratégicos para deslocação e ao aumento do número de carros no trânsito. Logo, medidas são necessárias para sanar esse problema.

Em primeiro momento é imprescendível analisar à falta de planejamento estraté- gico quanto a organização de vias públicas. Segundo a Lei Federal n° 12.587, que instituiu as diretrizes da Política Nacional da Mobilidade Urbana, exige que munícipios com mais de 20 mil habitantes elaborem seus planos de mobilidade. Apesar disso, muitas cidades seguem sem organização, tendo como consequências transtornos para a população que comprometem várias horas do dia na locomocão de casa ao traballho e vice-versa. Assim, faz-se necessário um olhar mais crítico diante dessa realidade.

Ademais, o aumento de veículos nas ruas por consequência do sucateamento dos transportes públicos acarreta impactos na locomobilidade brasileira. De acordo com o IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), nos últimos 25 anos, houve uma redução contínua no número médio de passageiros por dia, apesar dos custos médios terem subido até mais que a inflação. Dessa forma, existem indícios que isso deve-se ao fato dos problemas que rodeam o transporte público, como, superlotação, atrasos e risco de violência. Cabe, consequentemente a mudança de tal realidade que afeta a vida da população brasileira.

Evidencia-se, portante, a necessidade de mudar tal problemática. Primeiramente, cabe o governo – responsável pelo bem-estar da nação – assegurar a devida fiscalização das cidades no planejamento da mobilidade urbana, atráves de inspeções semestrais, a fim de mobilidade seja cumprida. Além disso, cabe o munícipio, a incentivação ao uso de transportes alternativos como, por exemplo, a bicicleta, por meio de campanhas de conscientização da população sobre os benefícios da mesma para, assim, educá-los e conscientizá-los sobre tal temática.