A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 11/09/2021
“E ela roda a cidade inteira pra ficar comigo”. O trecho da música, “Esquema preferido”, de Tarcísio do Acordeon, transmite a liberdade de locomoção de uma determinada personagem em um perímetro regional extenso. Não ignorando o fato da canção ser fictícia, hoje, no Brasil, percebe-se que essa liberdade locomotiva não representa o cenário problemático em relação à crescente crise na mobilidade urbana brasileira, que dificulta, diariamente, o transporte de diversos indivíduos. Com base nesse viés, é fundamental perceber como a negligência governamental e a falta de conscientização social representam o impasse na contemporaneidade.
Em primeiro plano, evidencia-se a ineficiência do governo na garantia e na manutenção do bem-estar social. Com isso, a sociedade, infelizmente, não dispõe de meios que assegurem as virtudes presentes na Constituição Federal de 1988, a qual garante a todo público vigente o direito de livre locomoção no território nacional. Nesse sentido, o descumprimento da Carta Magna demonstra a negligência governamental disposta em solo e o descaso com a população, que é restringida de direitos cruciais para perpetuação da ordem e do pregresso, por meio da falta de ações e investimentos no transporte público, posto que hodiernamente, encontra-se de baixa qualidade, contribuindo, significativamente para o aumento dos números de carros no trânsito, segundo pesquisas disponibilizadas pelo Mundo Educação.
Ademais, é perceptível a falta de conscientização na atual década, visto que a sociedade desconhece assuntos de elevada relevância nacional. Nesse contexto, segundo o naturalista Lamarck, o ambiente em que o indivíduo está inserido o influencia e o modifica. Sob essa ótica, o pensamento do estudioso coloca em exibição a capacidade humana de sofrer influência do meio em que se situa, na medida em que a carência de informações perante o problema agrava a situação. Nesse panorama, após a Revolução Industrial do século XVIII, período de grandes avanços tecnológicos, percebe-se o aumento de automóveis e o comodismo social, uma vez que apenas uma única pessoal se desloca em um carro. Logo, é imprescindível uma mudança social para reversão desse quadro caótico brasileiro.
Portanto, faz-se necessário o debate acerca da crescente crise na mobilidade urbana brasileira. Assim, cabe ao Governo Federal, órgão com instância máxima da administração executiva do país, a aprimoramento e a intensificação do transporte coletivo, mediante verbas destinadas do cofre público, objetivando a garantia de direitos da humanidade. Além de providenciar com as Secretarias estaduais, campanhas, que conscientizem a sociedade a fazerem o compartilhamento de um único automóvel quando forem se deslocar para uma mesma localidade, com o intuito de reverter a problemática atual.