A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 08/09/2021
No Governo do presidente Juscelino Kubitschek, houve o plano de metas, contando com um que constituía em investir na ampla construção de rodovias, em vez de linhas férreas. Com efeito, esses investimentos fizeram com que futuramente o Brasil se tornasse um país rodoviário, gerando uma crise crescente na mobilidade urbana. Diante dessa perspectiva, percebe-se a consolidação de um grave problema, em virtude da negligência governamental e do consumismo exacerbado.
Em primeiro plano, é preciso atentar para a ineficácia do governo presente na questão. De acordo com Friedrich Hegel, é dever do estado proteger os seus filhos. Nesse sentido, o Estado não investe na construção de mais ciclofaixas nas rodovias e na melhoria das linhas rodoviárias, como aumento de ônibus em circulação e diminuição das tarifas. Nessa perspectiva, essas mudanças são essenciais para a atenuar o trânsito conturbado e na melhoria do ecossistema, diminuindo a emissão de gases poluentes. Logo, o Estado em vez de promover soluções para o problema, contribui para a sua consolidação.
Além disso, cabe ressaltar que o consumismo exagerado é um forte empecilho para a resolução do problema. Platão contribui para a discussão do consumismo ao definir que o amor (Eros) era o desejo por aquilo que não se tem. Nesse contexto, percebe-se uma analogia entre o amor platônico e o consumo, gerando, então, o consumismo. Dessa maneira, os indivíduos gostam de colecionar mais automóveis, ligado a uma questão de status social e ostentação, e acabam descartando o uso de transportes mais sustentáveis. Assim, a sociedade consumista prejudica o problema da mobilidade urbana, dificultando sua resolução.
Portanto, medidas são necessárias para a erradicação do problema. Desse modo, cabe ao Ministério do Transporte,órgão responsável pela atuação da política nos meios de transportes rodoviários, por meio de construções de mais ciclofaixas e o aumento de aluguéis de bicicletas nas avenidas, além disso, aumentar o número de ônibus em circulação e garantir que estes passem em áreas periféricas, a fim de aumentar a acessibilidade de todos os indivíduos. Outrossim, cabe à mídia promover propagandas e campanhas com o objetivo de abordar o impacto do consumismo à consolidação do problema e sugerir métodos alternativos de consumo, que não intensifiquem a questão. Somente assim, será possível reverter o quadro e ademais, cumprir com a ideia de Hegel.