A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 02/09/2021
A Política Nacional de Mobilidade Urbana é definida com o conjunto de diretrizes para melhorar o deslocamento das pessoas na cidade, ou seja, como se deslocar do ponto “A” ao “B” no menor tempo e qualidade possível. Entretanto, ela não é uma realidade nos grandes centros, pois se gasta muito tempo para os deslocamentos do trabalho para casa e vice e versa. Percebe-se então uma grande crise na mobilidade urbana brasileira, que tem como uma de suas causas o legado rodoviarista e gera graves danos à população.
Em primeiro lugar, o alto investimento no rodoviarismo é uma das causas da falta de mobilidade. Nos anos 50 o então presidente, Juscelino Kubitschek, em uma manobra para o rápido desenvolvimento do país, implementou a construção de diversas rodovias. Somado a isso ocorreu o investimento na fabricação de carros. A junção desses processos determinou o perfil do barsileiro, que é baseado no transporte individual. Como efeito do excesso de automotores propicia um aumento no trânsito, que acaba por provocar grandes engarrafamentos, nas grandes capitais do Brasil, como São Paulo.
Consequentemente, a grande quantidade de trânsito leva a diversas implicações na qualidade de vida da população. Segundo pesquisa da Universidade de São Paulo, cerca de 50% do estresse que as pessoas passam vem dos grandes engarrafamentos. Esse desequilíbrio acaba por provocar uma diminuição do rendimento do trabalho, diminuição da concentração. Além de que por ficarem ociosos durante o caminho, tempo que poderiam ser aproveitados com a família ou melhor utilizado com atividades leves e construtivas.
Portanto, medidas devem ser tomadas para sanar a crise na mobilidade urbana. Por isso, o Ministério da Infraestrutura, órgão responsável pelo assessoramento de políticas públicas voltadas para o transporte, deve aumentar a frota de veículos coletivos, por meio da liberação de incentivos fiscais para construções de estações de trens e metrôs. Tendo por objetivo, diminuir a quantidade de carros nas rodovias, fazendo com que se diminua o trânsito, melhore a mobilidade urbana e produza a redução do estresse na população. Caso isso seja efetivado, o PNMU será realmente colocado em prática.