A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 17/08/2021

Com o advento da Revolução Industrial, a partir do século XVIII, ocorreu um grande êxodo rural e uma crescente ocupação das cidades, o que culminou no deslocamento das pessoas, diariamente, com o objetivo de desenvolver relações sociais. No Brasil, entretanto, tal mobilidade urbana resultou em uma crescente crise, representando um problema que deve ser enfrentado de forma mais organizada pela sociedade. Nesse sentido, convém analisar a negligência governamental e a falta de conhecimento perante o assunto como os principais responsáveis pelo quadro.

Em primeiro lugar, é indubitável que o descaso do governo está entre as causas do impasse. Nesse horizonte, segundo Thomas Hobbes, " É dever do governante assegurar o bem- estar de todos os cidadãos". Esse pressuposto permite afirmar que, se o Estado não fizer políticas públicas que garantem, nos modais de transporte, uma infraestrutura de qualidade, as pessoas continuarão sofrendo transtornos em seus deslocamentos. À vista disso, é interessante destacar que, muitas vezes, o governo não possibilita a integração entre os transportes, o que faz com que ocorra, entre os modais, uma dificuldade de conexão. Dessa maneira, os indivíduos, que precisam desses meios diariamente, têm maiores gastos com passagens e um prorrogamento do tempo de deslocamento.

Outrossim, conforme Sócrates, " Os erros são consequência da ignorância humana", logo, o desconhecimento em relação as causas da dificuldade de movimentação urbana, contribui, diretamente, na problemática. Dessa forma, é válido destacar que a escola, principal instituição de formação social e do pensamento crítico, não recebe incentivo suficiente para abordar o assunto dentro da sala de aula e o resultado desse fato é a formação de jovens alienados. Por consequência, esses indivíduos não observam as questões da mobilidade urbana como um empecilho e não lutam pelo melhoramento dos transportes públicos. Então, não ocorre a consciência coletiva e os problemas no trânsito, como o engarrafamento, não são solucionados.

Diante dos fatos mencionados, é necessário, portanto, que medidas sejam tomadas para livrar o Brasil dessa complicação. Posto isso, é dever do Ministério da Educação, por meio de incentivo e investimento escolar, aumentar a carga horária do aluno dentro da sala de aula. Deve-se, então, elaborar um plano que coloque em evidência as causas e as consequências da crescente crise da mobilidade urbana, de modo que o primeiro passo seja transformar a base curricular escolar e colocar o problema nos livros didáticos, para o assunto ser devidamente estudado e o aluno adquirir novas competências e habilidades e, assim, aumentar sua criticidade e, por conseguinte, lutar pelo melhoramento da mobilidade urbana.