A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 06/08/2021
O Problema da Crise da Mobilidade Urbana Brasileira
Uma obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More retrata um corpo social isento de problemas. Fora da ficção, o Brasil encontra-se em um campo moderno onde a crescente crise na mobilidade urbana persiste intrinsecamente ligada à realidade do país, seja pela carente qualidade do transporte público, seja pelo intenso incentivo à compra de automóveis na sociedade capitalista contemporânea.
Primordialmente, é importante destacar que a má segurança e conforto disponibilizados nos transportes públicos, apesar de serem uma opção de menores impactos ambientais e ocupacionais nas estradas, se configuram como uma problemática a ser enfrentada. Segundo um estudo realizado pelo Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística, 79% dos entrevistados usariam os ônibus municipais se estes atendessem suas expectativas. Nesse sentido, é notória o contraste que se faz entre qualidade e necessidade.
Como compras de automóveis cresceram avançados, associados ao sistema de obsolescência programada e variação dos produtos, induzindo o cidadão a adquirir novos veículos em um espaço de tempo inferior. Consequente a isso, a quantidade de carros presentes nas rodovias, em especial em horários de pico, tendem a crescer exponencialmente, haja visto que, o número de faixas para veículos alternativos como bicicleta não são uma realidade em todas as cidades brasileiras, aliada a vida agitada e corrida das metrópoles que dificuldade a aquisição de outras meios de mobilidade.
Em vista disso, é indubitável a crise na mobilidade urbana e seus impasses. Destarte, cabe ao Governo Federal em conjunto com as Prefeituras Municipais através da Política Nacional de Mobilidade Urbana para promover o aumento da frota de transporte público nos centros urbanos bem como garantia de sua qualidade. Outrossim, é necessária a construção de faixas exclusivas para ônibus em todas as metrópoles, assim como ciclovias e atuação da mídia propagandeando sobre a preferência de hábitos que favoreçam o melhor fluxo nas rodovias. Assim, uma sociedade idealizada por Mais se torna mais próxima e possível.