A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 06/08/2021
A partir de meados da década de 1930, a chegada de grandes indústrias ao Brasil resultou em um crescimento exacerbado das cidades, principalmente em razão do êxodo-rural. Em consequência disso, inúmeros problemas urbanos se desenvolveram com o tempo, sendo um dos principais a crise na mobilidade urbana. Na sociedade atual, percebe-se que essa ainda é uma problemática crescente, sobretudo em razão da extrema precariedade dos transportes públicos e da falta de infraestrutura para pedestres e modais sustentáveis.
Em princípio, cabe analisar que o artigo 22 do Código de Defesa do Consumidor afirma que os órgãos públicos têm a obrigação de oferecer serviços adequados, suficientes e seguros para a população, no entanto, fica claro que isto está longe de ser cumprido no país no que diz respeito à prestação de serviços de transportes coletivos. Mormemente, é importante ressaltar que a falta de investimentos em transportes públicos é claramente uma das causas do aumento do número de veículos individuais nas grandes metrópoles. É notável que o desconforto e ineficiência de ônibus e metrôs faz com que a população prefira adquirir o próprio veículo, o que causa graves problemas de trânsito e aumenta os níveis de poluição sonora e atmosférica.
Em consequência disso, as cidades acabam investindo cada vez mais na infraestrutura para carros e motos, ao invés de investir na segurança e bem-estar de pedestres. Além do mais, isso faz com que os cidadãos desistam de utilizar modais sustentáveis, como patinetes e bicicletas, que causam um mínimo impacto no meio ambiente e evitam o aumento da poluição.
Em virtude dos fatos mencionados, fica clara a necessidade da resolução da crise na mobilidade urbana. Urge que o Governo crie leis para que prefeituras aumentem a frota de transportes públicos nas cidades, por meio de parcerias com concessionárias, o que fará com que a população prefira utilizar ônibus e metrôs.