A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 15/01/2021

Desde os incentivos à expansão da política rodoviária promovida por Juscelino Kubitschek em seu governo, o Brasil passou por uma valorização exagerada do carro, o que culminou no problema de mobilidade urbana. Isso se evidencia, não só pela falta de investimento no transporte público, como também da baixa utilização de modais alternativos de transporte.

Em primeiro plano, destaca a má qualidade do transporte oferecido pelo setor público. A insuficiência de investimento na área de transporte resulta no sucateamento dos veículos auxiliares à locomobilidade urbana, aumento o interesse da população em adquirir carros particulares. Segundo dados do portal G1, na cidade de São Paulo, em média, 5 milhões de pessoas usam ônibus como meio de deslocamento, enquanto a frota de veículo privado passa de 7 milhões. Assim, percebe-se que a baixa eficiência do transporte coletivo é um dos principais aspectos que impactam a mobilidade.

Outrossim, torna-se evidente, que a baixa oferta de modais alternativos de transporte favorece o aumento do problema. Ao longo do século XX, devido às políticas públicas do governo JK, o Brasil foi essencialmente rodoviarista, contudo, ao investir em formas alternativas de transporte, pode gradualmente atenuar os excessivos números de veículos transitando nas ruas das grandes cidades do país. Além do incentivo aos transportes de massa e ao uso de bicicletas, que são considerados por especialistas em Urbanismo e Geografia Urbana, uma outra proposta seria a adoção dos chamados “rodízios”, o que já é usado em várias cidades, tais como São Paulo.

Portanto, é necessário que o Governo Federal invista no sistema de transporte público, através de parceria público-privada com a ampliação dos modais de transporte e o melhoramento das frotas de veículo atuais à fim de garantir um bem-estar a população e uma melhor locomobilidade. Espera-se, com isso, identificar e erradicar os agentes causadores desse desafio à qualidade de vida dos brasileiros.