A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 14/01/2021
Com a necessidade de locomover-se, o ser humano, séculos atrás, dependia exclusivamente da força animal, e, assim, foi perpetuado por vários séculos. Visto que, era um meio de transporte muito exclusivo e limitado, não havia muita necessidade da criação de uma infraestrutura de grande fluxo. Em seguida, foram adotados o transporte marítimo e ferroviário, para finalmente ser criado o automóvel e o avião.
No Brasil, o primeiro automóvel chegou aqui no final do século XIX, num país onde só se conhecia a tração animal e ferroviária, e tinha zero estradas adaptadas para carros. Estradas essas, que só foram se adaptando com o aumento do fluxo, sem prever um colapso futuro. A falta de investimentos para um transporte público de qualidade, incentiva cada vez menos a população a utilizar ônibus, trens e afins.
Se observarmos os países desenvolvidos, principalmente na Europa, veremos não só o incentivo do poder público, mas de fato investimentos, que fazem valer mais a pena a utilização do transporte coletivo, do que a do particular. Um meio que também está ganhando destaque, são os transportes sustentáveis, como bicicletas e patinetes, que ainda assim, são mais comuns nas metrópoles.
Portanto, se faz necessário, que o poder público brasileiro, por meio do Ministério e Secretarias de Infraestrutura, direcione maiores investimentos as frotas de ônibus, trens e metrôs, assim incentivando a sua utilização. A construção e programas de educação ao respeito as ciclofaixas, também é preciso para que as pessoas se sintam mais seguras para utilizar veículos leves e sustentáveis, por isso, é importante um plano para a distribuição de verbas para esses fins. Nos últimos anos, o transporte por aplicativo se tornou um dos meios mais comuns de uso coletivo de carros, por isso, uma legislação na CLT que defenda esses motoristas, e leis que deixem esse tipo de transporte mais seguro sejam criadas e democratizem o seu acesso.