A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 13/01/2021
Dário I, do Império Persa, criou uma rede de estradas que conectavam todos os reinos, fato que trazia velocidade e dinamicidade na logística de produtos e informações. Quase três milênios depois, no Brasil, as estradas são sinônimo de lentidão e estresse. Diante desse cenário, torna-se necessário uma análise acerca das causas da problemática da mobilidade urbana no Brasil.
Primeiramente, é fundamental pontuar que existe um histórico descaso com a politíca multimodal de transportes. Desde a década de 50, no governo de Juscelino Kubischek, há uma absoluta primazia em investimentos em rodovias, em detrimento de outros modais, como ferrovias, ciclovias e hidrovias. Dessa forma, não apenas ocorre o sobrecarregamento as ruas com caminhões de carga, mas também não há alternativas para o deslocamento.
Além disso, é válido ressaltar o panorama do transporte público no Brasil. Segundo o Ibope, apenas 45% da população utilizam metro ou ônibus para deslocar-se ao trabalho. Tal fato acontece devido à má qualidade dos transportes coletivos, associados à insegurança atrelados a eles, uma vez que, segundo o G1, um ônibus é assaltado a cada 2 horas no Brasil. Diante disso, há uma escolha por veículos individuais, os quais oneram e dificultam o trânsito das cidades.
Destarte, fica nítido que o problema da mobilidade urbana no Brasil merece atenção das autoridades. Cabe ao Ministério de Obras e Infraestrutura diversificar os modais de transportes brasileiros, por meio da criação de ferrovias e hidrovias, visando desonerar e diversificar o trânsito das cidades. Além disso, outra medida paliativa cabe as prefeituras municipais, as quais devem assegurar a qualidade dos transportes coletivos, por meio da criação de uma Central de Reclamações, a qual deverá ouvir os anseios da população, a fim de melhorar os indíces de uso dos transportes públicos.