A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 16/01/2021

Um marco importante em sua história da mobilidade urbana brasileira é o incentivo da política automobilista e investimento em rodovias feita pelo Presidente Juscelino Kubitschek na decáda de 50. Esse incentivo maciço à rodovias e carros, causou um inchaço e desorganização da dinâmica de locomoção em grandes centros urbanos, pois, o Brasil sofre com precarização do transporte público e a falta de investimentos e incentivo em outros meios de locomoção.

A priori, é nótoria é recorrente o problemática de congestionamentos em grandes cidades, demora e superlotação de ônibus e metrô, levando a população há horas de espera e ,consequentemente, a perca de qualidade de vida e produtividade. Por isso, grande parte da população prefere o carro próprio, o que aumenta o inchaço das rodovias, prova disso, foi a pesquisa realizada pelo IBOPE, revelando que 83% da população que usa seu automóvel migraria para o público caso tivesse boas condições. Dessa maneira, o investimento na melhoria do transporte público resultaria na diminuição de carros na rodovia, de combustível e da polução ambiental.

Além disso, outro  grande problema da mobilidade urbana, é a falta de investimento em estrutura para outros meios de locomoção como trem bala, ciclovia, metros e barcas. Segundo dados das prefeituras e do IBGE postado no G1, as ciclovias representam apenas 1% da malha viária das capitais no país. Dessa forma, percebesse os baixos indices de investimentos e qualidade em outras formas de locomoção, é algo recorrente no Brasil, sendo isso um descaso com a população.

Portanto, diante da situação supracitada, faz-se mister que o Ministério da Infraestrutura disponibilize um projeto flexibilização da locomoção através da criação de ciclovias em todas os percursos de maior fluxo das grandes cidades, incentivo e isenções fiscais as empresas privadas, para construção de metrô, aumento da frota de ônibus de qualidade e preço acessível, para que assim, as pessoas prefiram usar o transporte público e outras alternativas, deixando os carros próprios em casa.