A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 12/01/2021

Promulgada pela Organização das Nações Unidas em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito ao bem-estar social. Conquanto, essa garantia não é respeitada no Brasil, tal fato torna-se evidente quando é analisada a questão da mobilidade urbana no país. Esse cenário ocorre, infelizmente, devido não só por causa da falta de conscientização popular sobre o tema, mas também pela negligência do Governo.

Em primeira análise, deve-se destacar que o tema da mobilidade nos centros urbanos não é muito difundido pelos meios de comunicação. Para o sociólogo francês Émile Durkheim, o índividuo só poderá agir na medida em que conhecer o contexto em que está inserido, saber quais são suas origens e as condições de que depende. Logo, pela falta de conscientização, muitas pessoas não tem noção do que podem fazer para diminuir as aglomerações nos transportes públicos e engarrafamentos no trânsito. Com isso, acabam agravando a crise na mobilidade urbana.

Ademais, vale ressaltar que o Estado não é eficiente em solucionar os problemas no trânsito do Brasil. De acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), cerca de 43% dos motoristas enfrentam engarrafamentos todos os dias. Com isso, fica evidente que a crise na mobilidade urbana persiste e não consegue ser superada. Dessa forma, vários cidadãos são afetados, e o direito de ir e vir previsto na Constituição Cidadã não é respeitado.

Infere-se, portanto, que medidas são necessárias para amenizar o problema da mobilidade urbana no Brasil. Desse modo, urge que o Ministério da Educação crie, por meio de verbas governamentais, campanhas nas escolas, com  palestras - que tenham a participação tanto dos alunos quanto de seus familiares -, que evidenciem a imporância de utilizarem formas alternativas de locomoção, a fim de evitar aglomerações e engarrafamentos no trânsito. Assim, os direitos previstos na DUDH serão garantidos pelo Estado.