A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 15/01/2021
Em Leviatã, livro do Filosofo Thomas Hobbes, se discute sobre o estado natural das pessoas, o caos, e que o papel do Estado é essencial para trazer harmonia na sociedade. Análogo à obra de Hobbes, a mobilidade urbana brasileira está cada vez mais problemática, a ineficiência do governo nesses casos e o crescente uso de meios rodoviário, como forma de locomoção, favorece um ambiente caótico e instável. Com isso, o debate acerca do tema é essencial para buscar mudanças nesse âmbito, assim como, evidenciar a situação brasileira e procurar melhoria na mobilidade das grandes cidades. Em primeiro plano, é válido salientar que a edificação da maioria das cidades do Brasil foi construída de maneira desordenada. Por esse fato, as construções de rodovias e ferrovias foram feitas de forma compulsória e precária. Outrossim, o uso desenfreado de automóveis como forma de deslocamento só contribuiu para a crescente crise na mobilidade. Diante dessa situação, é evidente que esse problema só tende a ampliar. Logo, o pensamento atribuído a Heráclito, o qual todas as coisas fluem, nesse contexto, é incondizente com a realidade, pois o trânsito nas metrópoles está cada vez mais estático.
Ademais, é imperativo pontuar que existem diversos projetos dos governos estaduais para melhorar essa conjuntura. Entretanto, esses não são suficientes, já que só encobrem o real problema. Posto que em sua maioria, os governos só ampliam ou constroem mais rodovias e a população vai comprando mais automóveis e isso vai gerando um ciclo, no qual o maior prejudicado é o cidadão que depende das estradas para a locomoção. É legítimo explicitar a tese de Hannah Arendt sobre o papel do Estado, na qual afirma que é dever da esfera pública intervi em casos que a sociedade, esfera privada, não pode corrigir sozinha. Sendo assim, a administração pública tem a obrigação de atuar nesse cenário.
Portanto, é indubitável que a questão da mobilidade urbana é um grande problema e medidas são necessárias acabar com esse impasse. Diante disso, urge que o Ministério da Infraestrutura crie campanhas pelos meios midiáticos, com enquetes para a população opinar sobre formas de melhorar a tráfego, garantido uma democracia inclusiva e promovendo um debate amplo entre a população. Também, é necessário que os governos estaduais junto ao governo federal, ampliem as formas de mobilidade nas cidades, criando mais ciclofaixas, transportes aquáticos e mais ferrovias, ampliando o leque de possibilidades para a locomoção dos cidadãos, diminuindo o fluxo nas rodovias. Além disso, é viável que as prefeituras possibilitem um deslocamento seguro para os ciclistas, fiscalizando as ciclofaixas e promovendo o uso de bicicletas, através de guardas e funcionários divulgando sobre os benefícios da locomoção por bicicletas.