A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 12/01/2021
O Plano de Metas, desenvolvido por Juscelino Kubitschek, visava um desenvolvimento exponencial do Brasil na década de 50. Entretanto, a falta de medidas governamentais ao que tange a mobilidade urbano junto à adoção de uma cultura vendida pela indústria, refletiu de forma negativa na dinâmica de transportes, o que acarretou, além de congestionamentos, limitações no fluxo de pessoas no país. Diante dessa perspectiva, cabe analisar os fatores que contribuem a esse quadro e suas consequências.
Vale ressaltar, em primeiro plano, que a precariedade de investimentos governamentais seja em serviços de meios de transporte, seja em conscientização social, são fatores determinantes para a permanência da dificuldade na locomoção humana, visto que a eficiência de tais medidas corroborariam para substituição de automóveis de grande porte individuais, esses de maior responsabilidade pela ineficiência da mobilidade urbana, dado que não são eficientes no quesito espaço por pessoa. Todavia, isso ocorre, em grande parte, uma vez que os governantes atendem aos anseios sociais e grande parte da população não exige uma mudança haja vista a falta de compreensão desse cenário.
Por conseguinte, é notório uma adoção de uma cultura social que atua como empecilho na utilização de transportes que corroboram para uma melhor mobilidade urbana. Nesse sentido, segundo a teoria do Habitus do filósofo Pierre Bourdieu, o corpo social apresenta padrões que são aderidos, naturalizados e, posteriormente reproduzidos. Desse modo, ao país brasileiro estar imerso a introdução de empresas automobilísticas na década de 60, foi naturalizado a utilização, principalmente, de carros no país que em seguida tornaram-se como parte cultural de aquisição de um cidadão. Contudo, uma mudança de valores é fundamental para transpor barreiras a uma melhor dinâmica de transporte urbano.
Conforme informações supracitadas, ficam evidentes problemáticas a mobilidade urbana brasileira, sendo necessário intervenções. Logo, o Ministério da Infraestrutura deve, através de verbas governamentais, realizar investimentos na melhoria da qualidade em transportes públicos buscando maiores frotas e estruturas, a fim de que mais cidadãos passem a adotar meios coletivos de transporte do que os individuais, assim, diminuindo o congestionamento urbano. Outrossim, o Ministério Público, através de companhas de conscientização, enfatizar a deficiência na dinâmica urbana de locomoção ocasionada por grandes veículos, com o intuito reduzir o número desses em circulação e melhorar a mobilidade em áreas urbanas .