A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 11/01/2021
De acordo com o escritor inglês Oscar Wilde, a insatisfação é o primeiro passo para o progresso de um homem ou de uma nação. Entretanto, a sociedade brasileira encontra-se em situação preocupante em relação ao mobilidade nas grandes cidades, nos quais os cidadãos deparam-se com uma dificuldade de se locomover nos espaços urbanos por não haver um desenvolvimento nas redes transporte, inferindo diretamente no bem-estar social.Desse forma, essa problemática persiste no país, seja pela falta de investimento no transporte público, seja pela falta de articulações urbanas.
Hodiernamente, a política é a principal forma de exercer o seus direitos civis e sociais.Ademais,de acordo com o filósofo grego Aristóteles, a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado.De maneira análoga,é possível perceber que o Poder Público rompe com essa harmonia, haja visto que não cumpre com seu papel em prol da qualidade de locomoção urbana, não proporciona aos cidadãos melhorias na infraestrutura dos coletivos e o aumento desses veiculos para a população, pois com a má qualidade e a alta taxa de crimes envolvendo os transportes públicos, fazem com que sejam justificativas para não optarem por essa forma de deslocamento,porem induz esse indivíduo adquirir seu próprio meio de locomoção, crescendo o número de veículos nas ruas. Assim, uma mudança nos valores na sociedade é fundamental para transpor essa barreira.
Outrossim, destaca-se a falta de articulação urbana como impulsionador do problema. Nesse sentido, a macrocefalia urbana é o fenômeno que consiste na existência de uma rede de centros urbanos muito desiquilibrada em quantidade de população e espaço. Diante de tal contexto, com o advento da industrialização no Brasil, acelerou-se o processo de êxodo rural, na qual houve um inchaço populacional nas grandes cidades,tendo em vista que boa parte da população precisa se deslocar por distâncias maiores para desfrutarem de serviços como emprego e lazer, pelo falto de não haver uma administração no planejamento de melhorias de vias ao acesso as cidades. Nessa perspectiva, infere-se que a incapacidade associada ao planejamento urbano é consequência dos conglomerados.
Em suma, faz-se imprescindível a tomada de medida atenuante ao entrave abordado.Portanto, o Governo Federal - responsável por disponibilizar o direito de ir e vim da sociedade - investir em mecanismo prol reformista com mudanças na infraestrutura dos transportes públicos, por meio da criação de projetos de locomoção qualificada,com objetivo de oferecer acessibilidade, segurança e qualidade de vida, com parceria de agentes público, a fim de amenizar essa mazela. Além disso, o Estado com empresas privadas devem desenvolver um rigoroso planejamento urbano, com proposito de flexibilizar as atividades urbanas e a intermodalidade, para que possa haver uma locomoção social.